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Senadores apresentam "clone" do projeto anticrime de Sergio Moro

Moro e Maia: presidente da Câmara indicou que pode votar proposta neste semestre - Pedro Ladeira - 19.fev.2019/Folhapress
Moro e Maia: presidente da Câmara indicou que pode votar proposta neste semestre Imagem: Pedro Ladeira - 19.fev.2019/Folhapress

Eduardo Militão

Do UOL, em Brasília

28/03/2019 13h40

Resumo da notícia

  • Senadores apresentam projeto "clone" do plano anticrime do ministro Moro
  • Objetivo é motivar a discussão do texto na Casa sem ter de esperar pela Câmara

Um grupo de senadores apresentou um texto idêntico ao pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro, a fim de que o tema seja analisado na Casa enquanto não entra na pauta da Câmara dos Deputados. Fazem parte do grupo Eliziane Gama (PPS-MA), que articulou a proposta, o líder do governo no Senado, Major Olímpio (PSL-SP), Marcos do Val (PPS-ES), Alessandro Vieira (PPS-SE), Álvaro Dias (Pode-PR), Eduardo Girão (Pode-CE) e Jorge Kajuru (PSB-GO). Segundo a senadora Eliziane, trata-se de um "copia e cola" da proposta original.

Hoje, o ex-juiz selou um pacto pelo pacote a tomar um café da manhã com Maia. A dupla acertou que o projeto vai correr nas duas Casas ao mesmo tempo.

A presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), temia que a iniciativa do PPS acabe mais atrapalhando do que ajudando um pacote que ela considera "bom". A senadora entende que isso possa acirrar os ânimos na Câmara de novo. "Tentar avançar nessa pauta sem conversar com o Maia, seria uma afronta", afirmou.

Em audiência na comissão ontem, Moro concordou com ela. "Acho que essa questão deveria ser levada pelos senadores ao presidente da Câmara", disse o ministro. "Aprovada aqui, tem que voltar para lá também. Para não gerar nenhum estremecimento."

Eliziane, que é a líder do PPS no Senado, protocolou inclusive as partes do projeto do ministro da Justiça com as quais discorda. No entanto, disse ao UOL que vai tentar fazer as modificações durante o debate nas comissões. A senadora defende a retirada do trecho em que se determina que policiais não seriam punidos caso matassem pessoas em determinadas situações.

O ministro contou à reportagem do UOL que a solução para a demora do projeto na Câmara é "conversa e diálogo". Moro esteve em reunião na manhã de hoje com senadores da CCJ.

Eliziane se reuniu com o ministro já na segunda-feira. Ela disse que Moro consultaria o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para ver se o governo de Jair Bolsonaro (PSL) apoiaria politicamente o "projeto-clone" do Senado.

Ontem, Maia indicou que pode votar o pacote anticrime no primeiro semestre.

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