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Bolsonaro diz que admira Olavo e pede fim de desentendimento com militares

lan Santos - 17.mar.2019/PR
Imagem: lan Santos - 17.mar.2019/PR

Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

07/05/2019 08h26Atualizada em 07/05/2019 09h05

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), em mensagem publicada hoje em suas redes sociais, pediu que os desentendimentos do escritor Olavo de Carvalho, guru de sua família, e militares sejam "uma página virada" para os dois.

Nos últimos dias, Olavo tem trocado farpas com o ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto Santos Cruz.

Nas redes sociais hoje, o presidente reforçou a sua admiração pelo escritor. "Sua obra em muito contribui para que eu chegasse ao poder, sem a qual [obra de Olavo] o PT teria retornado ao poder", escreveu Bolsonaro.

Sempre o terei nesse conceito. Continuo admirando o Olavo
Jair Bolsonaro, presidente da República

Ontem, Bolsonaro negou que haja divisões em seu governo. "Não existe grupo de militares, nem grupo de 'Olavos'. É tudo um time só", comentou.

Não existe grupo de militares nem de "Olavos", diz Bolsonaro

UOL Notícias

Horas antes de Bolsonaro pedir o cessar-fogo entre Olavo e militares, o escritor voltou a fazer críticas. O escritor disse que "os generais, para voltar a merecer respeito popular, só têm que fazer o seguinte: arrepender-se, pedir desculpas e passar a obedecer o presidente sem tentar mudar o curso dos planos dele".

O estopim

A crise entre Olavo e Santos Cruz teria começado no Twitter, após uma mensagem do humorista Danilo Gentili compartilhando uma entrevista do ministro à rádio Jovem Pan sobre o uso de redes sociais pelo governo para que não surgissem ruídos. Gentili, então, disse que "uma cúpula estranha se forma no governo".

Olavo de Carvalho, então, publicou em sua página no Twitter uma mensagem questionando Santos Cruz sobre um suposto controle da internet, e ofendeu o ministro. Santos Cruz, que não fez pronunciamento público a respeito, teria questionado o presidente sobre uma operação coordenada contra ele.

Desde o fim de março, quando o escritor fez ataques verbais ao vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) e aos militares do governo de forma geral, há desavenças com o ministro. Na ocasião, Santos Cruz falou em "desequilíbrio evidente" pelo "linguajar chulo" usado por Carvalho.

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