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Protesto em Brasília lança boneco Privileco, crítica ao Congresso e ao STF

Hanrrikson Andrade/UOL
Versão do boneco inflável foi lançada em Brasília Imagem: Hanrrikson Andrade/UOL

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em Brasília

2019-05-26T14:41:20

2019-05-26T15:52:24

26/05/2019 14h41Atualizada em 26/05/2019 15h52

Movimentos de direita que organizam o ato pró-governo em Brasília lançaram hoje o "Privileco", uma versão do "Pixuleco" --inflável que caracteriza o ex-presidente Lula com roupa de presidiário-- para criticar o Judiciário e o Parlamento. O boneco foi uma das atrações da manifestação na capital federal.

O ativista André Lui, que é assessor parlamentar da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), declarou que o Privileco surgiu para simbolizar a crítica aos "entraves" supostamente criados no Congresso e no STF (Supremo Tribunal Federal) para "atrapalhar" o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Autor intelectual do boneco inflável e criador do Pixuleco, Paulo Gusmão relatou ao UOL que o projeto se baseia na ideia do "lobo em pele de cordeiro", expressão que simbolizaria políticos e membros do Judiciário que fazem lobby contra as reformas de Bolsonaro.

Enquanto a Secretaria de Segurança Pública estimou 20 mil pessoas, os organizadores do ato em Brasília calculam que pelo menos 50 mil estiveram na Esplanada dos Ministérios na manhã de hoje, de acordo com a coordenadora da ONM (Organização Nacional dos Movimentos), Lúcia Otoni.

O grupo iniciou a concentração na altura da Biblioteca Nacional e seguiu em direção à Praça dos Três Poderes, onde estão o Palácio do Planalto e o Congresso. Parte dos manifestantes foi direto para o gramado situado em frente às Casa Legislativa. Não houve registro de confusão.

A maioria dos participantes vestia roupas nas cores da bandeira brasileira, verde e amarela. Havia várias faixas e cartazes em favor de medidas como a reestruturação dos ministérios do governo Bolsonaro, o pacote anticrime o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e a reforma da Previdência.

Por volta de 12h30, um dos carros de som convocou o público a cantar o hino nacional. Algumas pessoas se emocionaram durante a execução. Outras sucumbiram ao forte calor em Brasília e começaram a retornar pela Esplanada dos Ministérios em retirada.

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