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Bolsonaro quer falar pessoalmente com Moro para comentar mensagens vazadas

Luciana Amaral e Vanessa Alves Baptista

Do UOL, em Brasília e São Paulo

10/06/2019 18h45Atualizada em 10/06/2019 20h18

O porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, disse nesta noite que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) vai esperar retorno de Sergio Moro, ministro da Justiça, a Brasília para se pronunciar a respeito do vazamento de mensagens entre o então juiz da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba e procuradores da Operação Lava Jato no Paraná.

"O presidente aguardará o retorno de Moro para conversar pessoalmente, em princípio amanhã", disse Rêgo Barros. Moro está em Manaus, onde visitou o complexo penitenciário Anísio Jobim, palco de massacre de presos nos últimos dias.

O porta-voz também afirmou que "jamais foi tocado" no assunto de uma eventual renúncia ou demissão de Moro. Segundo Rêgo Barros, ambos se falaram hoje por telefone.

As mensagens publicadas ontem pelo site The Intercept Brasil mostram suposta interferência de Moro, que deveria apenas julgar, no Ministério Público Federal (MPF), a quem caberia investigar e denunciar.

A Lava Jato confirmou o vazamento das mensagens, mas diz que não há nenhuma ilegalidade revelada pelo conteúdo.

"A importância é o presidente conhecer do próprio ministro Moro a sua percepção e, a partir desta conversa, traçar linhas de ação, estratégias, para avançar no sentido de que tenhamos o país no rumo certo. Em particular, no tema economia e, obviamente, outros temas que possam estar tangenciando este tema. Precisam ser solucionados o mais pronto possível", disse Rêgo Barros.

Segundo o porta-voz, o governo não vai tomar nenhuma atitude quanto à articulação no Congresso até que o presidente e Moro se encontrem amanhã.

Vazamentos revelam que Moro orientava investigações da Lava Jato

UOL Notícias

Os líderes da oposição anunciaram nesta noite a intenção de obstruir a votação de todos os projetos em tramitação na Câmara. Até parlamentares tidos como aliados do Planalto criticaram Moro e avaliaram que o caso pode prejudicar a tramitação de matérias de interesse do governo na Câmara e no Senado.

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