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Cronologia do 'hacker': após 8 anos, suspeito voltou a usar Twitter em maio

02.jul.2019 - O ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro - Reprodução/TV Câmara
02.jul.2019 - O ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro Imagem: Reprodução/TV Câmara

Stella Borges

Do UOL, em São Paulo

24/07/2019 16h57

Preso ontem, Walter Delgatti Neto, um dos suspeitos de invadir os celulares do ministro da Justiça, Sergio Moro, e de outras autoridades, ficou quase oito anos afastado do Twitter até voltar em maio deste ano.

Se antes suas postagens versavam sobres assuntos diversos, como futebol e até lamentos pela volta às aulas, após o hiato ele passou a falar quase exclusivamente sobre política e as mensagens vazadas.

Entre julho de 2010 e agosto de 2011, Walter postou apenas 19 vezes. Comemorou o centenário do Corinthians e até comentava no microblog quando estava com fome.

Mas desde que voltou à rede social, no dia 27 de maio deste ano ("Voltei!", escreveu), fez 273 posts, a maioria retuítes (compartilhamento de mensagens de outros perfis) sobre os vazamentos.

No dia 9 de junho, quando o The Intercept Brasil publicou a primeira reportagem sobre as mensagens, Neto publicou em sua página uma postagem do deputado Helder Salomão (PT-ES), que diz: "Eu não vou morrer antes de provar que Moro é mentiroso". (LULA) "Eis que o dia chegou".

Reprodução/Twitter
Imagem: Reprodução/Twitter

Em 7 de julho, quando o Intercept, em parceria com a Folha, publicou que as mensagens trocadas mostram que integrantes da Lava Jato se mobilizaram para expor dados sigilosos sobre corrupção na Venezuela, Neto escreveu: "Casa caindo cada dia mais!"

Em 20 de julho, também compartilhou posts do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e do deputado José Guimarães (PT-CE) repudiando o comentário do presidente Jair Bolsonaro, que usou o termo "governadores de paraíba" para se referir a políticos do Nordeste.

Reprodução/Twitter
Imagem: Reprodução/Twitter

Suas últimas postagens são do dia 22 de julho, um dia antes de a PF deflagrar a operação em que acabaria preso. Neste dia, ele postou a reportagem que mostra que o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, afirma que "certamente" o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) está implicado no caso Queiroz e questiona como o presidente Jair Bolsonaro reagiria à implicação do filho.

Reprodução/Twitter
Imagem: Reprodução/Twitter

Operação Spoofing

Além de Neto, a Polícia Federal prendeu ontem Danilo Cristiano Marques, Gustavo Henrique Elias Santos e Suelen Priscila de Oliveira na Operação Spoofing, que apura a tentativa de ataque hacker ao celular do ministro Sergio Moro e às contas de Telegram de outras quatro autoridades.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o celular de Moro foi invadido em 4 de junho e os supostos invasores chegaram a trocar mensagens por seis horas. Os suspeitos foram presos em três cidades diferentes: São Paulo, Ribeirão Preto (SP) e Araraquara (SP).

O advogado de defesa de Gustavo e Suelen alega que os clientes são inocentes. Já as defesas de Danilo e Walter não foram localizadas pela reportagem.

PF prende quatro suspeitos de invasão em celular de Moro

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