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Felipe Neto culpa PSL por hashtag, que lidera Twitter e divide internautas

O youtuber Felipe Neto tem recebido críticas e elogios nas redes sociais por ter distribuído livros com temática LGBT na Bienal do Livro - Reprodução/YouTube
O youtuber Felipe Neto tem recebido críticas e elogios nas redes sociais por ter distribuído livros com temática LGBT na Bienal do Livro Imagem: Reprodução/YouTube

Afonso Ferreira

Do UOL, em São Paulo

09/09/2019 12h29

A ação do youtuber Felipe Neto na Bienal do Livro continua repercutindo nas redes sociais. Durante o final de semana a hashtag #PaisContraFelipeNeto começou a ser compartilhada no Twitter e ganhou impulso na noite de ontem, após o youtuber acusar o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, de ter criado a hashtag e usado robôs para disseminá-la na web.

Na manhã de hoje, a hashtag —que inicialmente era contrária ao youtuber, mas começou a ser compartilhada por internautas favoráveis à postura dele— estava no topo dos Trending Topics do Brasil.

"Fui ver a hashtag que o PSL criou para me atacar e colocou 'bots' para impulsionar, mas só tinha tweet de pessoas do meu lado. 'Bots' não conseguem vencer o povo, PSL. Na próxima, tentem com mais força", escreveu Felipe Neto.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa nacional do PSL disse que o partido não iria se manifestar sobre o caso porque é "impossível responder" sem saber se a acusação é contra o diretório nacional ou estadual da legenda. Além disso, afirmou que iria processar o youtuber, o repórter e o UOL, caso este texto fosse publicado "sem apontar provas e sem esclarecer" contra quem é a acusação.

Na Semana passada, Felipe Neto comprou 14 mil livros com a temática LGBT e os distribuiu na Bienal do Livro, após o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), mandar recolher uma HQ dos Vingadores com personagens gays. O prefeito justificou que o livro trazia "conteúdo sexual para menores" e que a iniciativa da prefeitura visava "proteger as crianças".

No Twitter, políticos do partido de Bolsonaro usaram a hashtag para criticar o youtuber. O deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ) pediu para que os pais não deixem seus filhos ter acesso a conteúdos produzidos ou divulgados por Felipe Neto.

"#PaisContraFelipeNeto já está nos trending topics do Brasil. Não permitam que seus filhos tenham acesso ao conteúdo imoral desse sujeito que entra em suas casas julgando que pode ensinar a seus filhos a visão sexual e moral de mundo dele", escreveu o deputado.

O deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) e o deputado estadual por São Paulo Gil Diniz (PSL-SP), conhecido como Carteiro Reaça, também fizeram críticas a Felipe Neto.

Entre os internautas, as manifestações estavam divididas, com publicações contrárias e favoráveis ao youtuber.

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