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"Celebrando a vida", diz Witzel sobre comemoração de morte de sequestrador

Wilson Witzel durante entrevista coletiva sobre o caso do sequestro de ônibus na Ponte Rio-Niterói - Reprodução
Wilson Witzel durante entrevista coletiva sobre o caso do sequestro de ônibus na Ponte Rio-Niterói Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

13/09/2019 23h26

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou que estava "celebrando a vida" quando desceu de um helicóptero na ponte Rio-Niterói comemorando uma operação policial que resultou na morte de um sequestrador. No final de agosto, um homem portando uma arma de brinquedo e combustível sequestrou um ônibus e, depois de algumas horas mantendo os passageiros como reféns, foi morto por um atirador de elite da polícia fluminense.

"Quando eu vi que a atividade do PM foi absolutamente correta, foi absolutamente perfeita, e mostrou para o mundo que a polícia militar do Rio de Janeiro está no mesmo nível das polícia do mundo, aquilo me deu uma alegria muito grande.", disse Witzel em entrevista ao programa do Ratinho.

"Ninguém estava comemorando a morte de ninguém, estávamos celebrando a vida, celebrando as vidas que não foram queimadas nesse ônibus. (...) Quando cheguei no ônibus fizemos uma oração pela morte do sequestrador. Estamos dando apoio à família e não desejamos que isso aconteça novamente", afirmou Witzel.

Questionado sobre a violência policial no estado, Witzel voltou a defender a "política do abate", a qual trata o assassinato de criminosos como espécie de política pública. O governador já defendeu diversas vezes que os policiais devem "abater" quem está portando um fuzil. Em junho, ele chegou a afirmar que, "se fosse com autorização da ONU, em outros lugares do mundo, nós teríamos autorização para mandar um míssil naquele local [comunidades] e explodir aquelas pessoas."

"Eu tenho tranquilidade de dizer que, se nós abatêssemos esses marginais de fuzil nas comunidades, primeiro que ia acabar com esse negócio de marginais nas comunidades, (...), nós íamos abater à distância. (...) A gente precisa resolver que tipo de segurança nós queremos", disse na entrevista veiculada na noite de hoje.

Witzel ainda afirmou que está se "preparando" para ser candidato à Presidência em 2022. Ele contou que conversou com Bolsonaro e ouviu do presidente que "não tem reeleição." "Se não tem reeleição, sou candidato a presidente", disse Witzel.

Para o governador do Rio, Bolsonaro tem a missão de trazer para o Estado uma "visão de direita". "Quando fui candidato, eu votei no presidente Bolsonaro, fiz campanha para o presidente, e acho que ele teve a grande missão de trazer de volta para o Estado uma visão de direita, uma visão em que o liberalismo deve prevalecer. O Estado não deve ser tão paternalista, é preciso criar emprego, quebrar alguns paradigmas", afirmou.

"Bolsonaro vai trabalhar, vai fazer um bom governo e lá em 2022 a gente vai ver", concluiu.

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