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Moro contesta suposto Caixa 2 de Bolsonaro e diz que campanha foi barata

O presidente Jair Bolsonaro e ministro Sérgio Moro (Justiça), durante lançamento, no Planalto, de programa contra violência nas cidades - Pedro Ladeira/Folhapress
O presidente Jair Bolsonaro e ministro Sérgio Moro (Justiça), durante lançamento, no Planalto, de programa contra violência nas cidades Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

06/10/2019 10h22

O ministro Sergio Moro (Justiça) contestou hoje pelo Twitter a reportagem da Folha de S.Paulo que indica a suposta destinação de dinheiro de caixa dois para abastecer campanhas eleitorais do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Marcelo Álvaro Antônio (Turismo), ambos do PSL.

"Bolsonaro fez a campanha presidencial mais barata da história", afirmou o ministro na rede social. "Manchete da Folha de S.Paulo [sic] de hoje não reflete a realidade."

De acordo com a reportagem, um depoimento à Polícia Federal e uma planilha apreendida em uma gráfica sugerem que o esquema de candidatas laranjas do PSL de Minas Gerais também beneficiou a campanha de Bolsonaro e do ministro, que na sexta-feira foi indiciado pela polícia.

"Parte dos valores depositados para as campanhas femininas, na verdade, foi usada para pagar material de campanha de Marcelo Álvaro Antônio e de Jair Bolsonaro", afirmou o ex-assessor do ministro, Haissander Souza de Paula. Já a planilha "MarceloAlvaro.xlsx" faz referência ao fornecimento de material eleitoral para a campanha presidencial.

Suposto esquema

A Folha revelou, em reportagens publicadas desde o início de fevereiro, a existência de um esquema de desvio de verbas públicas de campanha do PSL em 2018, que destinou para fins diversos recursos que, por lei, deveriam ser aplicados em candidaturas femininas do partido.

Álvaro Antônio, deputado federal mais votado em Minas Gerais, foi coordenador no estado da campanha presidencial de Bolsonaro.

O ministro foi indiciado pela Polícia Federal e denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais na última sexta (4) sob acusação dos crimes de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral e associação criminosa —com pena de cinco, seis e três anos de cadeia, respectivamente. Ele nega irregularidades.

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