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Situação de entrada do Brasil na OCDE "não mudou nada", afirma Onyx

Pedro Ladeira/Folhapress
Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Lucas Borges Teixeira

Colaboração para o UOL, em São Paulo

12/10/2019 11h47

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), afirmou que a situação de entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) "não mudou nada". Segundo ele, o ingresso no chamado "clube dos países ricos" é questão de organização e tempo.

"Não mudou nada. Os Estados Unidos continuam apoiando a entrada do Brasil, só que tem a questão temporal. A Argentina pediu acesso em 2016 e o Brasil só pediu em 2017", afirmou o ministro.

Nesta semana, uma carta do secretário Mike Pompeo revelou que o governo norte-americano priorizou a entrada da Argentina e da Romênia na organização. O documento vai contra as expectativas do governo Jair Bolsonaro (PSL), que divulgou a parceria como um dos principais trunfos da sua política externa.

Para Onyx, o documento é uma questão burocrática. "Aquilo que se referenciou no governo americano foi respeitando essa ordem."

O ministro diz que se baseia nas declarações do presidente norte-americano Donald Trump, que, no mesmo dia da publicação da carta, divulgou em sua conta no Twitter que o apoio continua. A publicação foi retuitada por Bolsonaro.

"Assim que cumpridas essas formalidades, o próximo será o Brasil", afirmou Onyx. Segundo ele, o país já cumpriu 82 dos 253 requisitos para ingresso, mas não deu prazo para isso acontecer. "A gente tem tranquilidade."

Crise no PSL não atrapalhará governo

Em um evento conservador em São Paulo, o ministro também comentou a crise do PSL, deflagrada desde que Bolsonaro disse a um apoiador para "esquecer o PSL". Ontem também houve o envio de um ofício do presidente e outros 19 parlamentares para a promoção de uma auditoria nas contas do partido.

"Partidos políticos têm altos e baixos. Tudo isso faz parte de um processo de amadurecimento do PSL", declarou Onyx.

Segundo ele, a crise não chegará ao Executivo. "A relação que o governo vem construindo com o Congresso é uma relação em cima dos projetos", declarou. "A gente vê que eles começaram a entender isso."

Quando questionado para qual partido o presidente poderia ir, caso saia do PSL, Onyx afirmou que "não fala sobre questões partidárias".

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