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TSE recebe dados de linhas de empresas suspeitas de disparos no WhatsApp

Informações foram obtidas em ação contra Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão, presidente e vice-presidente da República - Marcelo Camargo/ABr
Informações foram obtidas em ação contra Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão, presidente e vice-presidente da República Imagem: Marcelo Camargo/ABr

Do UOL

24/10/2019 11h43Atualizada em 24/10/2019 21h43

O Tribunal Superior Eleitoral revelou ontem, em nota, que a Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral recebeu informações sobre quatro empresas que teriam sido contratadas durante a campanha eleitoral de 2018 para disparar mensagens em massa pelo WhatsApp.

De acordo com certidão do TSE obtida pelo UOL, até o momento quatro operadoras de telefone informaram dados cadastrais em nome das empresas Quickmobile, Yacows, Croc Services e SMS Market e seus sócios, todos suspeitos de fazerem disparos em massa. As operadoras são: Vivo, Claro, Tim e Algar.

Nextel e Sercomtel disseram que essas empresas e sócios não eram seus clientes. Faltam chegar dados de outras três operadoras.

Os números das linhas e a quantidade delas não foram revelados pelo TSE..

Mas, como mostrou a reportagem do UOL, é improvável que essas linhas indiquem a autoria dos disparos em massa. Para isso, seria necessário obter os dados de geolocalização do próprio WhatsApp. Não se sabe se o novo corregedor, Og Fernandes, que assumiu nesta quinta-feira (24), fará isso.

As informações foram obtidas depois que o corregedor-geral, ministro Jorge Mussi, solicitou informações em uma ação contra Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão, presidente e vice-presidente da República eleitos no último pleito.

Na ação, constam reportagens de outubro de 2018 que revelam que empresas apoiadoras da campanha teriam encomendado à Quick Mobile Desenvolvimento e Serviços Ltda., à Yacows Desenvolvimento de Software, à Croc Services Soluções de Informática e à SMSMarket Soluções Inteligentes pacotes de disparos em massa de mensagens na ferramenta WhatsApp contra o PT e o candidato do partido à presidência, Fernando Haddad.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que informou o segundo parágrafo, foram quatro, e não seis operadoras que informaram dados cadastrais em nome das empresas denunciadas. A informação foi corrigida.

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