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Bolsonaro diz esperar que investigação sobre miliciano chegue a "bom termo"

Presidente Jair Bolsonaro esteve em jogo entre Flamengo e Athletico Paranaense - ADRIANO MACHADO/REUTERS
Presidente Jair Bolsonaro esteve em jogo entre Flamengo e Athletico Paranaense Imagem: ADRIANO MACHADO/REUTERS

Do UOL, em São Paulo

16/02/2020 16h00Atualizada em 16/02/2020 16h00

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse neste domingo (16) esperar que a investigação sobre a morte do ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais) Adriano da Nóbrega chegue a um "bom termo".

"Estão investigando, espero que cheguem a um bom termo", afirmou o presidente no Palácio da Alvorada, após ser questionado se via a possibilidade de associação de partido no caso, em referência à nota divulgada por Bolsonaro na noite da véspera.

No comunicado, o presidente havia rebatido críticas do governador baiano, Rui Costa (PT), e questionado a atuação da Polícia Militar do estado, dizendo que a morte de Adriano foi uma "provável execução sumária" e a relacionando a uma possível "queima de arquivo".

"A atuação da PMBA, sob tutela do governador do Estado, não procurou preservar a vida de um foragido, e sim sua provável execução sumária, como apontam peritos consultados pela revista Veja. É um caso semelhante à queima de arquivo do ex-prefeito Celso Daniel, onde seu partido, o PT, nunca se preocupou em elucidá-lo, muito pelo contrário", afirmou.

Adriano foi morto no último final de semana em Esplanada, a cerca de 160 quilômetros de Salvador. Ele era acusado de comandar uma milícia no Rio. No passado, recebeu homenagens oficiais da família Bolsonaro.

Mais cedo, também no sábado, Bolsonaro havia ligado a morte de Adriano ao governo baiano. "Quem é o responsável pela morte do capitão Adriano? PM da Bahia, do PT. Precisa falar mais alguma coisa?", disse Bolsonaro, em evento no Rio.

Depois da declaração, Rui Costa disse que "a Bahia luta contra e não vai tolerar nunca milícias nem bandidagem" e afirmou haver "laços de amizade" entre a Presidência e o ex-capitão do Bope.

Na manhã deste domingo, o presidente Jair Bolsonaro esteve no camarote do estádio Mané Garrincha, em Brasília, para acompanhar a vitória do Flamengo sobre o Athletico Paranaense (3 a 0). Ele levou seus dois ministros mais populares, Sergio Moro (Justiça) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos).

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