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Bia Kicis defende cancelar manifestações de domingo devido ao coronavírus

"A situação tende a se agravar e, a partir de hoje, vai aumentar [a propagação] em progressão geométrica", disse ao UOL - Cleia Viana/Câmara dos Deputados
'A situação tende a se agravar e, a partir de hoje, vai aumentar [a propagação] em progressão geométrica', disse ao UOL Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

12/03/2020 17h11

A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) defendeu hoje cancelar as manifestações contra o Congresso Nacional marcadas para domingo (15) devido ao risco de propagação do coronavírus. Nas últimas semanas, ela foi uma das principais apoiadoras dos atos pelo país e manteve contato com os organizadores.

"A tendência é a gente pedir para cancelar. Pedir para as pessoas não irem. Claro que as pessoas têm liberdade de decidir ir ou não, mas a gente sabe que influencia. Estou conversando com as pessoas para demovê-las da ideia. A situação tende a se agravar e, a partir de hoje, vai aumentar [a propagação] em progressão geométrica", disse ao UOL.

Até as 16h20 de hoje, o Ministério da Saúde contabilizava 77 casos confirmados e 2.662 suspeitos de covid-19 — a doença causada pelo coronavírus — no Brasil.

Antes do agravamento do coronavírus pelo mundo, a deputada estimava para domingo a presença de mais de um milhão de pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, e cerca de 50 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Bia disse ter conversado com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, hoje pela manhã e que ele avaliou ser um "cuidado a mais" não ficar em aglomerações.

Ao longo das últimas duas semanas, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estimulou a participação de apoiadores nos atos que, embora contenham frases e imagens contra o Congresso e o Judiciário nas redes sociais, ele diz ser apenas pró-governo.

Antes de ir aos Estados Unidos, em escala em base militar em Roraima, chegou a convocar publicamente as pessoas a irem nas manifestações. No país norte-americano, minimizou a doença e culpou a imprensa por um suposto desnecessário alarde em torno do tema.

Após o próprio secretário de comunicação estar com coronavírus, Bolsonaro decidiu despachar hoje do Palácio da Alvorada, residência oficial onde mora em Brasília e não se manifestou mais em público sobre os atos de domingo. Ele mesmo fez exame hoje para verificar se está com o vírus. O resultado está previsto para amanhã.

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