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Rolando é técnico, mas precisa de tranquilidade na PF, diz associação

Diretor-geral da PF, Rolando Alexandre de Souza (dir), ao lado de Jair Bolsonaro - Isac Nóbrega/PR/Divulgação
Diretor-geral da PF, Rolando Alexandre de Souza (dir), ao lado de Jair Bolsonaro Imagem: Isac Nóbrega/PR/Divulgação

Do UOL, em São Paulo

04/05/2020 12h14

O presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal, Edvandir Felix de Paula, disse que o novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, tem um perfil técnico e que deve ter apoio interno ao assumir o novo cargo. Em entrevista para a CNN Brasil, ele destacou o papel que ele desempenhava na Abin.

"Precisamos de um comandante, diretor, que traga tranquilidade. Ele é técnico, visto internamente como um trabalhador. Foi escolhido para o cargo na Abin por ser visto como alguém que resolve problemas, que procura soluções rápidas. Com esse perfil, acredito que terá bastante apoio interno", disse.

Porém, Edvandir ressaltou que isso não significa que o novo terá carta branca. Para ele, é importante que ele encontre um ambiente de tranquilidade para desempenhar seu papel.

"Obviamente isso não significa carta branca, aliás carta branca não damos para ninguém. Vamos acompanhar nosso diretor, esperamos que tenha um ambiente de tranquilidade para que possa fazer seu trabalho. Esperamos que o governo mantenha a distância republicana para fazer a PF fazer o trabalho dela", disse.

Por último, Edvandir lembrou que Rolando assume a função em um momento em que a Polícia Federal está nos holofotes depois da exoneração de Mauricio Valeixo pelo presidente Jair Bolsonaro. A ação gerou a demissão de Sergio Moro do ministério da Justiça e Segurança Pública.

"Ele entra em um momento em que todos estão de olho, qualquer ação vai ser comentada. Vamos acompanhar e acreditamos que ele tem na veia o que é a Polícia Federal: 'não aceitamos intervenção, é um órgão de estado, e ele entra com essa responsabilidade de fazer efetivamente esse afastamento (em relação ao Governo)", disse.

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