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Governo Bolsonaro fecha embaixadas na África e no Caribe criadas por Lula

Ao todo, sete embaixadas foram fechadas com o decreto de Bolsonaro - Lula Marques/Fotos Públicas
Ao todo, sete embaixadas foram fechadas com o decreto de Bolsonaro Imagem: Lula Marques/Fotos Públicas

Do UOL, em São Paulo

14/05/2020 09h41Atualizada em 14/05/2020 10h28

Em decreto publicado hoje no Diário Oficial da União (DOU) e assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seu ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, sete embaixadas brasileiras foram fechadas na África e no Caribe.

No continente africano, as representações brasileiras nas cidades de Freetown (Serra Leoa) e Monróvia (Libéria) foram fechadas e tiveram seus serviços deslocados para a embaixada do Brasil em Acra (Gana).

Já no Caribe, as embaixadas localizadas nas cidades de Saint George's (Granada), Roseau (Dominica), Basseterre (São Cristóvão e Névis), Kingstown (São Vicente e Granadinas) e Saint John (Antígua e Barbuda) deixaram de existir e tiveram suas funções acumuladas na representação brasileira em Bridgetown (Barbados).

As sete embaixadas haviam sido criadas entre outubro de 2008 e setembro de 2010, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a gestão de Celso Amorim no Itamaraty.

Sem detalhar como será realizada a fusão das embaixadas, o decreto apenas diz que o Itamaraty "adotará as medidas administrativas necessárias ao cumprimento" da ordem, que já entrou em vigor assim que foi publicada no DOU.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.