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Ciro chama reunião de 'alucinação coletiva' e pede impeachment de Bolsonaro

Do UOL, em São Paulo

22/05/2020 21h42

Ciro Gomes (PDT) se manifestou em rede social, hoje à noite, defendendo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) após a divulgação do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, conforme determinado pelo STF (Supremo Tribunal Federal. O pedetista desferiu críticas ao presidente e outros ministros presentes.

"Não dá para ficar calado diante disso, estamos sendo governados por uma quadrilha de bandidos que precisa ser afastada do poder pelos caminhos da democracia e é por isso que eu defendo o impedimento desse presidente da República", declarou Ciro.

Candidato à presidência em 2018, Ciro disse que as imagens comprovaram que Bolsonaro tentava interferir não só na Polícia Federal como também no Judiciário.

"O nível de vulgaridade, de incompetência, de paranoia, de alucinação coletiva que o Jair Bolsonaro conseguiu levar para o poder no Brasil. Um presidente que notoriamente faz da reunião um esforço para invadir atribuições de polícia, Judiciário, Polícia Federal, em direção a proteger o que ele mesmo fala, seus familiares e amigos, em função dos crimes que cometeram", continuou ele em sua fala.

Ciro ainda criticou, nominalmente, os ministros Abraham Weintraub (Educação), Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) e Ricardo Salles (Meio Ambiente).

"É uma verdadeira fila de desatinos e maluquices", afirmou.

A reunião

A reunião ministerial de 22 de abril está no centro de um inquérito aberto no STF, a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), para apurar as declarações de Sergio Moro no dia em que pediu demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O ex-ministro denunciou uma suposta interferência política de Bolsonaro na Polícia Federal com a exoneração do então diretor-geral Maurício Valeixo.

O vídeo é considerado como uma das principais provas para sustentar a acusação feita por Moro de que o presidente tentou interferir no comando da PF e na superintendência do órgão no Rio, fatos esses investigados no inquérito relatado pelo decano do STF.

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