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Zambelli nega vazamento da PF e diz que Witzel faz "cortina de fumaça"

22.abr.2019 - A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) em sessão solene na Câmara dos Deputados - Michel Jesus/ Câmara dos Deputados
22.abr.2019 - A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) em sessão solene na Câmara dos Deputados Imagem: Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

Andréia Martins

Do UOL, em São Paulo

26/05/2020 11h23Atualizada em 26/05/2020 13h13

A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) rebateu as críticas do governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC) depois que a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele hoje. Em nota, o político disse que ficou indignado com o fato de que deputados ligados ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tenham falado sobre uma operação da PF direcionada a ele nas redes sociais nos últimos dias.

"Se há algum tipo de interferência, o presidente está agindo no STJ também? Significa que todo o sistema está corrompido, que é perseguição ao Witzel? É só olhar os números. Antes de se preocupar com uma deputada que é do baixo clero, que não é líder do governo, que não consegue aprova nenhum projeto, deviam estar preocupados com ele. Ele (Witzel) que se preocupe com a defesa dele. Ele está fazendo uma cortina de fumaça e jogando em cima de uma deputada", disse a deputada em entrevista à CNN Brasil.

Zambelli ainda afirmou: "Não acredito e não tenho conhecimento de vazamentos na Polícia Federal. E se eu soubesse de vazamento, eu ficaria quieta, não daria entrevista a uma rádio". "Vendo a repercussão negativa disso, hoje talvez eu não tivesse dito", completou a deputada.

Ontem, ela disse em entrevista à rádio Gaúcha que alguns governadores estão sendo investigados pela PF. Segundo ela, a entrevista dada à rádio era para comentar uma falha no combate à corrupção apontada pelo ex-ministro Sérgio Moro ao deixar o ministério da Justiça e Segurança Pública. Zambelli disse que o presidente Bolsonaro estava incomodado com o fato de que Moro "não estava tendo preocupação com pessoas na ponta, desde prisões aleatórias, agressões feitas a cidadãos nas ruas".

"Todo mundo sabe que sou defensora do presidente, e vim dizer o seguinte, é muito estranho que o ministro tenha dito isso, porque logo depois que ele saiu começaram operações da Polícia Federal contra corrupção em diversos lugares. Dia 19 a PGR pediu investigação em cima de alguns governadores como Witzel, Doria, o governador doa Amazonas", afirmou ela na entrevista de hoje.

A deputada citou estados que considera suspeitos nas compras de respiradores e EPIs. "Me preocuparia com o Ceará, que tem valores superfaturados. Me preocuparia com o Amazonas, onde tem superfaturamento de respiradores, de EPIs e eu não preciso de informações privilegiadas sobre isso".

No caso do governo do Amazonas, a Secretaria Estadual de Saúde é investigada pela compra de 28 respiradores inadequados de uma loja que importa, o que motivou o TCE a pedir o afastamento da secretária. Já no Ceará, a PF realizou uma operação de busca e apreensão após apurar irregularidades na contratação de uma empresa paulista pela Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza, além de superfaturamento dos valores pagos pelos equipamentos encomendados, que chegaram a R$ 34,7 milhões.

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