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Zambelli pede "impeachment" de responsável por ação da PF; veja repercussão

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), na portaria do Palácio do Alvorada -  DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), na portaria do Palácio do Alvorada Imagem: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

27/05/2020 10h15Atualizada em 27/05/2020 12h24

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) usou as redes sociais para criticar a operação da Polícia Federal de hoje e pediu o "impeachment" do responsável pela ação.

"Estamos vivendo um estado de exceção, ironicamente sob os aplausos dos que acusam o presidente Jair Bolsonaro de querê-lo. Está na hora do sr. Davi Alcolumbre cumprir seu dever constitucional e analisar com carinho os pedidos de impeachment contra o responsável por esse absurdo", escreveu Zambelli.

A PF cumpre 29 mandados de busca e apreensão no inquérito das fake news que investiga ataques a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). A investigação conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes no STF.

"Toda pessoa que respeite a lei tem a obrigação de repudiar essas buscas no âmbito de um inquérito ilegal e inconstitucional, sem fato determinado e já arquivado pela PGR. Se você aplaude a ação ilegal contra seu adversário, não adianta reclamar quando ela se voltar contra você", completou Zambelli.

O processo ficou conhecido como inquérito das fake news e motivou hoje uma operação da PF que mirou parlamentares, empresários e blogueiros envolvidos na propagação de notícias falsas contra autoridades e ao próprio STF.

Entre os alvos da operação estão o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB), o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP), a ativista Sara Winter, o blogueiro Allan dos Santos e o empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan.

Políticos repercutem operação

Políticos repercutiram a operação em suas redes sociais. A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), líder do PSL na Câmara e ex-aliada do governo, fez criticas à família Bolsonaro.

"Hoje a casa do bando que se esconde atrás do mandato para cometer crimes começou a cair. Jair Bolsonaro tentou impedir a PF de agir em cima de seus comparsas pressionando Sergio Moro. Não deu certo. 8 deputados da ralé do baixo clero - os bolsonaristas - são alvo da operação, talkei?!", escreveu ela no Twitter.

Joice também lembrou que falou sobre o "Gabinete do Ódio" em seu depoimento à CPI das Fake News no Congresso.

O deputado federal Marcelo Freixo (Psol-RJ) se disse "vítima constante desse esgoto que é a rede de fake news de Bolsonaro". "Sei bem o que é ser alvo desses bandidos. Mas o objetivo principal dessa máquina não é destruir reputações, o alvo é a democracia. O gabinete do ódio é ponta de lança do projeto golpista do clã. Imagina se o STF pede a apreensão do celular do Carluxo", escreveu Freixo em seu perfil no Twitter. Mais cedo, Carlos Bolsonaro classifico a operação de hoje como "inquérito político e ideológico".

Alexandre Frota, deputado federal pelo PSDB, ironizou dois alvos da operação. Em seu perfil no Twitter, ele disse que "já tá na hora" do Cabo Junio trabalhar e que ele deve ter ficado surpreso com a operação por ser alvo "fora da curva" da Polícia Federal. O mesmo com Sara Winter. "Sara Winter reclamando de que? Disse que era líder dos 300 que ia ucranizar o Brasil, que tem armas no acampamento e aí reclama que foi acordada as 6 hs?", questionou o deputado.

Sara é uma das líderes de um grupo denominado "300 do Brasil", que chegou a montar um acampamento em Brasília no início de maio, em plena pandemia do novo coronavírus, para demonstrar apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

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