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Weintraub tenta adiar depoimento à PF em inquérito que apura racismo

Ministro da Educação, Abraham Weintraub, na Câmara dos Deputados -
Ministro da Educação, Abraham Weintraub, na Câmara dos Deputados

Do UOL, em São Paulo

28/05/2020 09h33

O ministro da Educação Abraham Weintraub entrou com recurso no STF (Supremo Tribunal Federal) para adiar seu depoimento no inquérito que apura suposto crime de racismo cometido por ele contra chineses em um comentário em uma rede social. Ele seria ouvido no próximo dia 4 de junho, data que foi agendada pela Polícia Federal.

Segundo a defesa do ministro, a ordem de intimação para que ele deponha "afasta a prerrogativa do Agravante que lhe é conferida pelo artigo 221 do Código de Processo Penal, por ocupar o cargo de Ministro de Estado, de poder ajustar local, dia e hora para ser ouvido em depoimento".

Quando foi convocado a depor pelo ministro Celso de Mello, do STF, o decano deixou claro que o ministro não tinha prerrogativa de definir quando e onde seria ouvido, em resposta a uma solicitação da PGR (Procuradoria-Geral da República). Segundo Mello, a prerrogativa não teria validade porque Weintraub seria ouvido como investigado, e não como testemunha.

Weintraub usou o Twitter para indicar que a China poderia se beneficiar, de propósito, da crise do coronavírus. Ele escreveu, usando a fala característica do Cebolinha - que troca a letra "R" por "L": "Geopolíticamente, quem podeLá saiL foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo? SeLia o Cascão ou há mais amiguinhos?". Depois, o ministro apagou o tuíte.

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