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Bolsonaro nega pensar em Aras para STF, mas não volta atrás sobre '3º vaga'

Atual PGR só será indicado caso terceira vaga no Supremo seja aberta até 2022 - Isac Nóbrega/PR
Atual PGR só será indicado caso terceira vaga no Supremo seja aberta até 2022 Imagem: Isac Nóbrega/PR

Do UOL, em São Paulo

29/05/2020 21h03Atualizada em 29/05/2020 21h43

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), disse hoje que não cogita indicar o nome do procurador-geral da República, Augusto Aras, a uma das duas vagas previstas no STF (Supremo Tribunal Federal). Desta forma, o PGR só seria indicado em caso de uma eventual terceira vaga imprevista —algo que ele já havia dito ontem, em live realizada no Facebook, quando também afirmou que torce para que "ninguém desapareça" no Supremo.

A declaração de hoje não contradiz o que foi dito por ele ontem, apenas reforça a informação sobre as duas vagas iniciais na corte que devem ser ocupadas por indicações feitas durante o mandato de Bolsonaro, até 2022. Celso de Mello se aposenta em 2020, enquanto Marco Aurélio Mello tem 2021 como data-limite para a aposentadoria.

"Todos sabem que, durante o mandato para o qual fui eleito, que vai até 2022, estão previstas apenas duas vagas para o Supremo Tribunal Federal", escreveu o presidente no Twitter. "Conforme afirmei em live, e com todo o respeito que tenho pelo senhor PGR, Augusto Aras, não cogito indicar o seu nome para essas vagas."

A frase só complementa o que foi anunciado ontem pelo presidente. Em transmissão no Facebook, ele já havia adiantado que Aras não era cotado para as duas vagas inicialmente previstas, mas afirmou que o procurador é "fortemente" considerado para uma terceira vaga, caso ela seja aberta.

Ou seja, Bolsonaro não mudou o que já havia dito. Hoje, o presidente da República não disse se deixou de considerar Aras para uma eventual "terceira vaga" no Supremo.

Ontem, ele fez muitos elogios ao Procurador-Geral da República e chegou a dizer, sem maiores explicações, que torce para que "ninguém desapareça" no STF —declaração que foi vista por eleitores da oposição como um tipo de "ameaça" aos atuais ministros da corte.

"Tem uma vaga prevista para novembro e outra para ano que vem. O senhor Augusto Aras, nessas duas vagas, não está previsto o nome dele. (...) Sobre o Augusto Aras: se aparecer uma terceira vaga — espero que ninguém ali desapareça, né? —, o Augusto Aras entra fortemente na terceira vaga. Eu o conheci em agosto do ano passado. Foi apresentado como um candidato a ser chefe do Ministério Público, gostei muito dele. Está tendo uma atuação excepcional, em especial nas pautas econômicas. Ele procura cada vez mais defender o livre mercado e o governo federal nestas questões que, muitas vezes, nos amarram", disse ontem.

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