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11 meses

Em nova fala negacionista, Bolsonaro questiona 2ª onda: "é verdade ou não?"

Jair Bolsonaro questionou se segunda onda de covid-19 "destruiria economia de vez" - Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo
Jair Bolsonaro questionou se segunda onda de covid-19 "destruiria economia de vez" Imagem: Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

09/11/2020 10h29Atualizada em 09/11/2020 14h38

Em uma nova fala negacionista, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) questionou, em conversa com apoiadores, se uma segunda onda de contágios do novo coronavírus seria verdadeira ou serviria para "destruir a economia de vez".

A pergunta coincide com o discurso utilizado por Bolsonaro desde o início da pandemia, com críticas às medidas de restrição por causa de seus efeitos na economia. O posicionamento do presidente contraria os principais epidemiologistas do mundo, que recomendam o distanciamento social como forma mais eficaz de controlar a disseminação do novo coronavírus.

"Essa história de segunda onda é verdade ou não? Ou é para destruir a economia de vez?", questionou Bolsonaro, em vídeo publicado por um canal de Youtube feito por apoiadores. Segundos após o questionamento de Bolsonaro, o vídeo tem um corte, indicando que passou por uma edição.

Bolsonaro comentou ainda que o setor do turismo foi muito afetado pela pandemia da covid-19 e fez questão de lembrar aos apoiadores que sempre foi contra o distanciamento social. "Quem é que mandou fechar tudo, ficar em casa e a economia a gente vê depois? Foi eu, foi não, né?", questionou.

Na versão publicada pelo perfil Foco do Brasil não há referências às eleições americanas, vencidas pelo democrata Joe Biden. Bolsonaro se considera aliado do candidato derrotado, o republicano Donald Trump, e ainda não se manifestou sobre o resultado da eleição, definida no sábado.

Segunda onda na Europa

O questionamento de Bolsonaro ocorre em um momento em que a Europa vivencia um avanço da doença em países que já tinham controlado a primeira onda, como Reino Unido, Espanha e Itália. Medidas mais rígidas de restrição foram adotadas.

No Brasil, a média de mortes e contágio está em viés de baixa, mas ainda em patamares elevados, com 324 mortes em média nos últimos sete dias. O total de óbitos provocados pela doença é de 162.374.

Ontem, o governo federal informou que houve 10.554 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, atingindo um total de 5.664.115 diagnósticos positivos desde o início da pandemia.

Eleições

Na conversa com apoiadores, Bolsonaro ainda utilizou o discurso contrário a medidas de restrição social para opinar sobre as eleições municipais, que serão realizadas no próximo domingo.

"Aproveito a oportunidade, eleições municipais... Pessoal não dá muita bola para vereador e prefeito, mas é importante se preocupar e votar bem. O prefeito que fechou tudo, se achar que fez certo, reeleja ele. Se não, mude", disse.

Bolsonaro ainda disse que os efeitos econômicos das restrições não podem ser creditados ao Governo Federal. "Setor turístico foi a lona, né? Quem é quem mandou fechar tudo, ficar em casa? Não fui eu né? Só para deixar claro, a destruição de emprego no Brasil quem fez?", disse.

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