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Após ganhar 'Corrupto do Ano', Bolsonaro cita a Globo: 'Vergonha nacional'

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) faz live no último dia de 2020 - Reprodução
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) faz live no último dia de 2020 Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

31/12/2020 19h44

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comentou hoje, durante live semanal no Facebook, sobre o prêmio que recebeu ontem de Pessoa Corrupta do Ano" pelo Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP), um consórcio internacional que reúne jornalistas investigativos e centros de mídia independente.

Após atacar a imprensa novamente, Bolsonaro citou dados do Ministério da Justiça e ainda resgatou a delação de Dario Messer, que disse que repassava milhões de dólares para os irmãos Marinhos, donos da Rede Globo. A emissora negou as acusações.

Bolsonaro voltou a afirmar que não há corrupção no governo dele e que Polícia Federal (PF) no Brasil é independente. Um inquérito, aberto pelo STF (Supremo Tribunal Federal), foi prorrogado por mais 90 dias no mês de dezembro.

"Para esses jornalistas, eu sou a personalidade do ano nessa categoria. E aí a imprensa aqui divulga. Olha os números do Ministério da Justiça. Estamos há dois anos sem corrupção, PF é independente. Me acusaram de interferência e nada comprovaram", disse.

"Eu pensava que esse grupo fosse analisar a delação premiada do Messer. Que falou que os irmãos Marinho desviaram milhões em propina [...] Caso Marinho é vergonha nacional", acrescentou.

Segundo o presidente, a Globo segue falando sobre o caso do ex-assessor de Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Fabrício Queiroz, no caso das "rachadinhas".

O filho do presidente é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro sob suspeita de comandar um esquema que desviava salários de funcionários do seu gabinete no período em que era deputado estadual - a chamada "rachadinha". Flávio nega irregularidades.

Recentemente, segundo denúncia revelada pela revista "Época", a Abin, comandada por Ramagem, amigo da família Bolsonaro, produziu ao menos dois relatórios para orientar Flávio no inquérito que investiga um suposto esquema de "rachadinha" em seu gabinete quando era deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

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