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Apesar de divergências, PSOL decide lançar Erundina à Presidência da Câmara

A deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP) - Jorge Araujo/Folhapress
A deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP) Imagem: Jorge Araujo/Folhapress

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

15/01/2021 12h39

Apesar de divergências internas na bancada do PSOL na Câmara, o partido decidiu que irá lançar a deputada federal Luiza Erundina (SP) à Presidência da Casa. A decisão por uma candidatura própria da esquerda foi tomada hoje em reunião pela maioria da Executiva Nacional da sigla.

"O PSOL decidiu que não apoiará nenhum dos candidatos colocados até agora, vai buscar construir uma candidatura de esquerda e está oferecendo o nome da Luiza Erundina aos demais parlamentares de esquerda da Câmara", disse o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros.

Em nota, a Executiva afirmou que a "construção [de um nome da oposição] deve ser feita em diálogo com deputados e deputadas de outros partidos que defendam uma candidatura de esquerda e, desde já, saúda a disposição da companheira Luiza Erundina para cumprir essa tarefa".

Cinco dos dez deputados federais do PSOL defendiam lançar Erundina para que a esquerda tenha uma candidatura própria na disputa e expuseram o racha interno por meio de uma carta nessa semana.

A outra metade da bancada, inclusive a líder do partido na Câmara, deputada Sâmia Bomfim (SP), prefere que o PSOL siga a maioria das siglas de esquerda e se junte ao candidato Baleia Rossi (MDB-SP).

Apesar da aliança dos demais partidos da oposição a Baleia, a intenção do PSOL é atrair parlamentares descontentes com a medida e tidos como dissidentes.

"Agora é captar votos de pessoas mais à esquerda. É preciso firmar uma fisionomia do campo de esquerda", disse Ivan Valente (PSOL-SP), um dos que já defendiam o nome de Erundina.

"Muitos partidos têm parlamentares que não estão confortáveis de votar no Baleia nem no Lira e que podem apoiar a Erundina. Vamos trabalhar para isso nos próximos dias", afirmou Juliano Medeiros.

Os deputados do PSOL sabem que Erundina não deverá conseguir votos suficientes para passar a um eventual segundo turno. No entanto, devido à quantidade de nomes na corrida —oito, até o momento—, pode haver uma pulverização de votos que force outra rodada de votação entre Baleia e Arthur Lira (PP-AL), apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) — os dois mais cotados.

A estratégia, então, afirmou Ivan Valente, será de "redução de danos".

"Que caso a candidatura de esquerda não esteja no segundo turno, orienta o voto da bancada do PSOL no candidato que representar uma alternativa àquele apoiado pelo governo Jair Bolsonaro", diz nota da Executiva.

A intenção é fazer um evento para o lançamento da candidatura na próxima semana. Erundina deverá defender pautas como o fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde), vacinação contra a covid-19 já a todos e o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ela também deve se posicionar contra o teto de gastos e a privatizações de estatais.

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