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7 meses

Prefiro o que salve vidas, diz 1º-vice-presidente sobre pautas de costumes

Do UOL, em São Paulo

04/02/2021 14h27

Eleito ontem o primeiro-vice-presidente da Câmara, o deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) afirmou que prefere que entrem em votação pautas voltadas a "salvar vidas" e ajudem a amenizar os efeitos sociais e econômicos da pandemia da covid-19 do que as pautas de costume, caras ao governo Bolsonaro, mas que não têm avançado na Casa.

"Não sou contra pautar matéria nenhuma, pelo contrário. Votar a favor e aprovar é democrático, votar contra e rejeitar também, não votar para não saber a posição dos deputados não é democrático. O presidente da Câmara não pode deixar de pautar uma matéria porque não concorda com ela, quem tem que concordar ou discordar é a maioria da Casa", afirmou Ramos durante o UOL Entrevista.

No entanto, o deputado disse que é "não se pode ignorar o país que existe do lado de fora" da Câmara.

"O país que existe do lado de fora é um país de mais de 14 milhões de desempregados, mais de 700 mil micro e pequenas empresas fecharam como consequência da pandemia, mais de 200 mil brasileiros morreram de covid. No meio disso, você achar que não deve priorizar ações que combatam os efeitos sanitários, econômicos e sociais da pandemia, me parece que não é pensar no Brasil do lado de fora", afirmou.

Eu prefiro pensar no Brasil do lado de fora e tentar construir aqui que a pauta prioritária seja a que salve vidas, que proteja a saúde dos brasileiros, que transfira renda para pessoas em vulnerabilidade social e retome crescimento para geração de emprego e renda.
Marcelo Ramos, deputado federal pelo PP-AM

Ao falar sobre o auxílio emergencial, Ramos afirmou que tem refletido sobre a necessidade de se fazer "um programa mais permanente". O Ministério da Economia já avalia a retomada do benefício, encerrado em dezembro.

"Às vezes, no improviso, a gente acaba errando a calibragem da proposta. Se a calibragem tivesse sido mais adequada, talvez a gente tivesse essa folga fiscal para alongar (o auxílio emergencial) por mais alguns meses. Eu prefiro que fosse enfrentado esse tema de forma definitiva, mas, se não for possível enfrentar com a urgência que o tema exige, diante da grave crise social, eu acho que o governo, tendo a responsabilidade de não estourar o teto de gastos, pode fazer uma proposta de auxilio emergencial", completou.

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