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Senadores apoiam Randolfe Rodrigues após ataques de Bolsonaro

Senadores manifestaram solidariedade a Randolfe Rodrigues após a divulgação de conversa entre Jair Bolsonaro e Jorge Kajuru - MATEUS BONOMI/ESTADÃO CONTEÚDO
Senadores manifestaram solidariedade a Randolfe Rodrigues após a divulgação de conversa entre Jair Bolsonaro e Jorge Kajuru Imagem: MATEUS BONOMI/ESTADÃO CONTEÚDO

Colaboração para o UOL

13/04/2021 13h47

Após a divulgação de uma conversa entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), vários senadores manifestaram solidariedade ao senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) através das redes sociais.

Na gravação, divulgada pelo próprio Kajuru, Bolsonaro afirmou que a CPI da Covid teria a participação da "canalhada do Randolfe", e que isso poderia levá-lo a "ter que sair na porrada com um bosta desses".

Nas publicações, senadores condenaram as expressões de Bolsonaro. Para Cid Gomes (PDT-CE), "é inadmissível um senador ser ameaçado fisicamente no exercício do mandato". Ele também disse que o presidente, "por trás dos seguranças, esgrime um linguajar belicoso" e "atropela a Constituição, para depois se retratar".

Ao manifestar solidariedade a Randolfe, o senador Flávio Arns (Podemos-PR) declarou: "Vivemos em uma democracia, em que as diferenças de pensamento devem ser respeitadas". Arns também ressaltou que "violências físicas ou verbais não são a solução". O senador Paulo Rocha (PT-PA) disse em sua publicação que os "termos grosseiros" de Bolsonaro representam ataques ao Senado e à democracia. "Tal ataque se insere num histórico extenso de ofensas às instituições. Bolsonaro demonstra, mais uma vez, que não tem condições de ocupar o cargo."

Já o senador Jean Paul Prates (PT-RN) afirmou que Randolfe vem sendo "inaceitavelmente atacado" e que a atitude de Bolsonaro é lamentável. Segundo Jean Paul, o presidente, "alegando ser 'sincero', esconde sua personalidade violenta e antidemocrática".

A senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) destacou que Randolfe foi vítima de "truculência". Para ela, Bolsonaro "não faz o exercício básico de todo ser político: ouvir opiniões divergentes às suas". Já senador Fabiano Contarato (Rede-ES) considerou "inconcebível que o presidente da República cogite ir às vias de fato contra um opositor".

Contarato disse que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, deveria repelir essa agressão. Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Randolfe Rodrigues declarou que "a única briga com que devemos estar preocupados, a esta altura, é por vacina no braço e comida no prato dos brasileiros". Ele também declarou que a violência é uma arma que só interessa aos covardes.

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