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Grupo da maioria não entra em consenso e Guedes não será convocado

A própria oposição no colegiado reconhece que não há espaço, neste momento, para se aprovar a convocação do representante econômico - Edilson Rodrigues/Agência Senado
A própria oposição no colegiado reconhece que não há espaço, neste momento, para se aprovar a convocação do representante econômico Imagem: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Lucas Valença

Colaboração para o UOL, em Brasília

28/04/2021 15h45

O grupo da maioria na CPI da Covid, que reúne oposicionistas e os considerados "independentes", não entraram em consenso e o relator Renan Calheiros (MDB-AL) irá desconsiderar o pedido de convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes.

O "posto Ipiranga" do governo está sendo blindado no Senado, inclusive, pelo presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), responsável por organizar a pauta das convocações, após as sugestões do relator. Aos colegas, o ele disse "não ver motivos para convocar o ministro Guedes".

O entendimento também é seguido pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), responsável por instaurar a CPI na sessão desta segunda-feira (27). "Se for convocar o ministro Guedes, voto contra", enfatizou.

Paulo Guedes também conta a simpatia do alagoano Renan Calheiros, que, ao longo dos últimos meses, tem mantido um "diálogo político" com o governista.

A própria oposição no colegiado reconhece que não há espaço, neste momento, para se aprovar a convocação do representante econômico, mas os gabinetes parlamentares devem monitorar os posicionamentos e atos do ministério para tentar voltar com o pedido ao longo dos trabalhos da CPI.

"Por enquanto não há como chamá-lo, então não deve ser convocado neste primeiro momento, mas insistiremos", disse um oposicionista ao UOL.

No requerimento de nº 40/21, apresentado pelo suplente Alessandro Vieira (Cidadania/SE), o parlamentar pretendia convocar, além do ministro, o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal.

Plano de Trabalho

Nesta terça-feira (28), senadores do chamado "grupo dos sete", irão se reunir na casa do senador Omar Aziz para "sintetizar" e "avaliar" as 176 sugestões de requerimentos de informações e convocações recebidos pelo relator. O encontro deverá consolidar o Plano de Trabalho que será votado amanhã pelo colegiado.

Até o momento, há um acordo para aprovar o chamamento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e dos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich, e Eduardo Pazuello, todos da pasta da Saúde.

O atual presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antônio Barra Torres, também deverá ser convocado para depor em seguida.

A convocação do ex-secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, não deve ser aprovada amanhã, mas deve ocorrer após a fala dos membros da Saúde.

Recentemente, o publicitário concedeu uma entrevista à revista Veja e culpou o Ministério da Saúde pelo atraso na chegada das vacinas contra o novo coronavírus.

A Comissão Parlamentar de Inquérito foi instaurada ontem para investigar "ações e omissões" do governo federal e o uso de recursos enviados pela União aos estados e municípios no enfrentamento à pandemia.

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