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Depois de Mandetta, CPI da Covid vai ouvir Nelson Teich

15.mai.2020 - O ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, durante pronunciamento sobre seu pedido de demissão - Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo
15.mai.2020 - O ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, durante pronunciamento sobre seu pedido de demissão Imagem: Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo

Lucas Valença

Colaboração para o UOL

04/05/2021 04h00Atualizada em 04/05/2021 17h51

Depois de ouvir pela o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, a CPI da Covid receberá seu sucessor na pasta, Nelson Teich. O depoimento no Senado seria hoje, mas foi adiado para quarta-feira (5) após o adiamento da fala de Eduardo Pazuello para o dia 19 de maio.

"Quem vai julgar o presidente é o futuro, não vai ser eu", disse o médico oncologista após pedir demissão do governo de Jair Bolsonaro, em 15 de maio de 2020, antes de completar um mês à frente da pasta. À época a média móvel de mortes pela covid no país era de 706 óbitos por dia — hoje é de 2.375. Mais de 408 mil pessoas morreram no Brasil em razão da doença.

Antes de ser questionado pelos senadores, Teich deverá fazer uma breve explanação sobre seu mandato. A saída do governo se deu por "desalinhamento" com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a ampliação do uso da cloroquina e hidroxicloroquina, remédios sem comprovação científica para o tratamento do coronavírus.

A defesa que Bolsonaro faz do uso desses remédios deverá embasar os principais questionamentos de senadores da oposição a Teich — que também se colocou contra um o decreto de Bolsonaro que incluiu salões de beleza, barbearia e academias de ginástica entra as atividades consideradas essenciais no período da pandemia.

Minoria na CPI, os senadores governistas devem tentar minimizar o depoimento de Nelson Teich com base no pouco tempo que o médico ficou à frente da pasta.

Tanto Teich como Mandetta foram convocados a depor na CPI como testemunhas.

Como será o depoimento

Após abrir a sessão para uma breve explanação do ex-ministro da Saúde, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), vai liberar o tempo para as perguntas:

  • Cada um dos 18 senadores terá o direito a cinco minutos para formular os questionamentos, sendo o mesmo tempo concedido ao depoente para a resposta.
  • Depois, serão concedidos três minutos para as réplicas e outros três minutos para as tréplicas.

Outros convocados pela CPI

  • Ex-ministro Luiz Henrique Madetta: 4 de maio, às 10h
  • Atual ministro Marcelo Queiroga: 6 de maio, às 10h
  • Presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres: 6 de maio, às 14h
  • Ex-ministro Eduardo Pazuello: 19 de maio, às 10h

Os integrantes da CPI

  • Governistas: Jorginho Mello (PL-SC), Eduardo Girão (Podemos-CE), Marcos Rogério (DEM-RO) e Ciro Nogueira (PP-PI)
  • Independentes e oposição: Humberto Costa (PT-PE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Eduardo Braga (MDB-AM)
  • Suplentes: Jader Barbalho (MDB-PA), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Angelo Coronel (PSD-BA), Marcos do Val (Podemos-ES), Zequinha Marinho (PSC-PA), Rogério Carvalho (PT-SE) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE)

Criada no Senado após determinação do Supremo, a comissão formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição) investigará ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.