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Vereador que substituiu Jairinho na Câmara irá relatar processo de cassação

8.abr.2021 - Dr. Jairinho foi preso temporariamente no Rio de Janeiro - Vitor Brugger/Estadão Conteúdo
8.abr.2021 - Dr. Jairinho foi preso temporariamente no Rio de Janeiro Imagem: Vitor Brugger/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL

04/05/2021 20h49

O vereador Luiz Ramos Filho (PMN) foi sorteado, nesta terça-feira, para ser o relator do processo de cassação do Dr.Jairinho- suspeito de ter matado o enteado Henry Borel Medeiros, de 4 anos, em março.

Ramos Filho assumiu o lugar de Jairinho após ele ter sido afastado pelo Conselho de Ética da Câmara Municipal do Rio, no dia 08 de abril.

"Não esperava estar a frente deste caso tão triste, do menino Henry. Vamos fazer um relatório pautado na legalidade, respeitando todos os ritos", disse Ramos Filho.

Próximos passos

Ramos Filho terá cinco dias para citar Jairinho. Depois, o vereador preso poderá apresentar a defesa e eventuais provas em até dois dias úteis.

Apresentada a defesa, o conselho terá trinta dias, prorrogáveis por mais 15, para intimar e ouvir as testemunhas e analisar provas. Ao fim deste processo, o relator terá cinco dias úteis para concluir pela procedência ou arquivamento.

Em caso de procedência, o projeto de resolução será votado pelo conselho em cinco dias úteis. Em seguida, o parecer do relator será submetido à deliberação do conselho e posteriormente ao plenário.

Caso Henry

A Polícia Civil do Rio concluiu ontem (03) à tarde a investigação envolvendo o assassinato de Henry Borel, morto na madrugada de 8 de março no apartamento da família na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O inquérito foi encaminhado ao MP-RJ (Ministério Público do Rio).

Os investigadores pedem à Justiça a prisão preventiva do vereador Dr. Jairinho (sem partido) e da professora Monique Medeiros, padrasto e mãe do menino que completaria 5 anos hoje. Eles foram indiciados pelo crime de homicídio duplamente qualificado —com emprego de tortura e recursos que dificultaram a defesa da vítima.

Fontes ligadas ao caso confirmaram ao UOL que o inquérito foi concluído após oito semanas de investigação. Laudos complementares, como os dados do celular do parlamentar, foram anexados ao procedimento. Jairinho e Monique estão presos desde 8 de abril por suspeita de atrapalhar as investigações e ameaçar testemunhas.

Jairinho ainda responderá por crime de tortura no dia da morte da criança. Padrasto e mãe do menino também responderão por tortura em decorrência das agressões ocorridas em 12 de fevereiro, confirmadas com base nas mensagens trocadas entre Monique e a babá da criança, que relatou agressões em tempo real.

O menino, que ficou trancado com o parlamentar em um quarto, disse para a babá ter levado rasteiras e chutes. Após ter sido informada das agressões, Monique levou quase três horas para voltar para casa. Segundo a Polícia Civil, Monique tinha obrigação legal de afastar o agressor da vítima após ter tomado conhecimento do episódio —o que não ocorreu.

A investigação da morte de Henry foi marcada por reviravoltas, trocas de versões sobre o dia do crime e revelações do histórico de violência em relatos de ex-namoradas.

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