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Com prisão revogada, Eduardo Cunha volta ao Twitter: 'Agradeço o carinho'

Imagem de arquivo do ex-deputado Eduardo Cunha - Ed Ferreira/Estadão Conteúdo
Imagem de arquivo do ex-deputado Eduardo Cunha Imagem: Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

09/05/2021 13h18Atualizada em 09/05/2021 18h56

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, voltou a fazer posts no Twitter depois de ter a prisão domiciliar revogada por decisão do desembargador Ney Bello, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região). Neste domingo (9), Cunha deu bom dia aos internautas, desejou feliz Dia das Mães e agradeceu "manifestações de carinho" de amigos e dos que "torcem" por ele.

Mais tarde no domingo (9), Cunha também negou a informação de que teria interesse em influenciar palanques estaduais e a recomposição do MDB da Câmara "para dar governabilidade a Bolsonaro", publicada no site "O Antagonista".

"Não tenho condição e nem pretendo me meter em nenhum processo politico, seja para governabilidade, seja para influenciar em indicação ao STF", disse Cunha. "Também não tenho e nem pretendo ter qualquer influência em outro partido político. Também não existe e nem vai existir a bancada do Cunha", completou, em seguida.

Ex-deputado é sensação no Twitter

Desde que foi preso, Cunha é lembrado por usuários do Twitter por postagens antigas, que eram usadas como comentários de temas diversos.

No post de retorno do ex-deputado à rede social, um dos usuários brincou: "Silêncio, o oráculo vai falar".

Cunha teve atuação decisiva no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016. Em livro a respeito do caso, o ex-deputado afirmou que o então vice-presidente, Michel Temer, "lutou de todas as maneiras" pelo impedimento de Dilma.

Duas prisões revogadas

Cunha foi preso preventivamente em 2016, por desdobramentos da Operação Lava Jato. Ele estava em prisão domiciliar desde março do ano passado, usando tornozeleira eletrônica, por ser considerado do grupo de risco do novo coronavírus.

Em 2017, o ex-deputado foi condenado em um processo da Lava Jato por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Segundo as investigações, Cunha recebeu propina na venda de um campo de exploração de petróleo em Benin, na África. A sentença foi confirmada na segunda instância, pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), com pena de 14 anos e seis meses de prisão.

Cunha também foi condenado por corrupção ativa no âmbito da Operação Sépsis, que investiga um suposto esquema de corrupção para liberação de recursos do Fundo de Investimentos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Como nenhuma das duas condenações teve os recursos jurídicos esgotados, o ex-deputado seguia preso de forma provisória.

No final de abril, a defesa do ex-deputado conseguiu que a prisão preventiva no processo da Lava Jato fosse revogada. A segunda prisão domiciliar, relativa à Operação Sépsis, foi revogada apenas na semana passada, o que permitiu que Cunha ficasse em liberdade. Pela determinação da Justiça, ele não pode sair do país.

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