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Conteúdo publicado há
1 mês

Kennedy: Com fraqueza de Bolsonaro, centrão está tomando conta do governo

Do UOL, em São Paulo

11/06/2021 18h44Atualizada em 11/06/2021 19h19

O colunista do UOL Kennedy Alencar disse hoje que o centrão está se aproveitando do enfraquecimento político do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para pleitear mais cargos importantes no governo federal.

Em participação na edição da noite do UOL News, Kennedy comentou sobre a informação de que lideranças do centrão pressionam Bolsonaro pela saída do ministro da Casa Civil, o general da reserva Luiz Eduardo Ramos.

O centrão toma conta do governo diante da fraqueza do Bolsonaro, do enfraquecimento dele.
Kennedy Alencar, colunista do UOL

Para Kennedy, o centrão cobiça o cargo de Ramos pela pouca habilidade política do general e pela importância da Casa Civil. Além disso, Bolsonaro vem se enfraquecendo diante do desgaste pela pandemia de covid-19.

"O general Ramos, que está na Casa Civil, é uma pessoa muito inábil politicamente, tem dificuldade de relacionamento com o centrão. Agora, é um militar próximo ao presidente, amigo dele, vamos ver se essa troca do Ramos se concretiza, o Ramos talvez vá para algum outro ministério", disse.

Ter a Casa Civil é obter as ações dos demais ministérios, por isso o centrão cobiça tanto. Diante do enfraquecimento do Bolsonaro, o centrão está tomando conta do governo.
Kennedy Alencar, colunista do UOL

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.