PUBLICIDADE
Topo

Política

Comitiva presidencial usa palanque no Pará para atacar Lula

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou hoje da entrega de títulos de propriedade rural no Pará - Reprodução / YouTube
Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou hoje da entrega de títulos de propriedade rural no Pará Imagem: Reprodução / YouTube

Lucas Valença

Do UOL, em Brasília

18/06/2021 13h11Atualizada em 18/06/2021 13h20

Em evento em Marabá, no Pará, integrantes da comitiva presidencial, que foram ao estado para entregar 50 mil títulos de terra a pequenos produtores, usaram o palanque para atacar o ex-presidente Lula e as gestões passadas. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar governadores.

Ao falar, o deputado Éder Mauro (PSD/PA) elogiou a atitude do presidente que, segundo ele, anda junto ao povo de "moto, a pé, de cavalo". Ele também atacou o ex-presidente petista.

Desafio o bandido do Lula, que anda que nem traficante na Colômbia, por túneis por ter medo de encarar o povo
Éder Mauro

Em seguida, o pastor da Assembleia de Deus Silas Malafaia entoou o coro contra o petista. E declarou aos presentes que haverá "tempos de benção e prosperidade sobre o Brasil".

"Eu quero declarar que corrupto, bandido que saqueou esse país, não vai mais enganar o povo brasileiro. Saquearam o país, a saúde, roubaram bilhões. Esses são os verdadeiros genocidas", afirmou em crítica às falas de opositores ao presidente que acusam Bolsonaro de cometer genocídio ao desconsiderar a ciência na condução da pandemia do novo coronavírus.

O presidente, porém, usou o evento para também atacar as medidas de isolamento social e ressaltou que gostaria "que governadores fizessem o que Bolsonaro faz".

A nosso direito de ir e vir é sagrado, o de trabalho também, assim como a nossa liberdade de culto. E eu lamento que muitos governadores no Brasil usurparam (os direitos constitucionais) e fecharam o comércio e obrigaram o povo a ficar em casa. Tiraram o sustento dos mais humildes", declarou ao dizer que 'essas atitudes não são recomendáveis'
Jair Bolsonaro

Na abertura da cerimônia, Bolsonaro pediu para que a cerca que separava a população dos convidados oficiais do evento fosse aberta. A intenção do presidente era a de aproximar as pessoas do palco. Após o ato, dezenas de apoiadores se aglomeraram, muitos deles, sem máscara, assim como Bolsonaro.

Estes apoiadores, vestiam camisas verdes e amarelas e entoaram palavras como "mito" e frases como "Lula, ladrão, seu lugar é na prisão". A manifestação em ataque ao ex-presidente foi corroborado pelo atual gestor.

A cerimônia de entrega também contou com a presença dos deputados Marco Feliciano (Republicanos/SP) e Sóstenes Cavalcante (DEM/RJ), que também acompanharam o presidente ao estado.

Política