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CPI não terá efeito e 'falta circunstância' para impeachment, diz Lira

Presidente da Câmara, Arthur Lira, disse que falta circunstância para abertura de processo de impeachment - Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara, Arthur Lira, disse que falta circunstância para abertura de processo de impeachment Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Do UOL, em São Paulo

22/06/2021 07h18Atualizada em 22/06/2021 07h31

O presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL), disse que a CPI da Covid "não vai trazer efeito algum" e que "falta circunstância" para a abertura de um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). As declarações foram dadas em entrevista ao jornal O Globo.

Na avaliação de Lira, a CPI neste momento é um erro porque " a guerra está no meio", em referência ao combate à pandemia do novo coronavírus. Para ele, não existe "receita de bolo pronta" no combate à pandemia.

"Você não sabe qual variante (predomina), se fica ou sai de lockdown. A CPI polarizou politicamente e não vai trazer efeito algum, a não ser que pegue alguma coisa", disse.

Questionado diretamente sobre o que faltaria para "tocar o impeachment", Lira disse que falta um "conjunto de coisas". Ele afirmou que a marca de 500 mil mortes por covid-19 é significativa, mas que a admissão de um processo contra o presidente na Câmara depende de outros fatores.

"Falta circunstância. Falta um conjunto de coisas. Enquanto a economia tiver em crescimento... Veja bem, não estou faltando com respeito a nenhuma vítima. 499 mil, 501 mil, são todas significativas como uma vida. Pelo amor de Deus! O que estou dizendo é que o impeachment não é feito só disso", disse.

Para Lira, a "questão é sobre se tem" circunstâncias. "Tem? Ou é uma parte que está pedindo? Vai resolver o quê? É o (vice-presidente Hamilton) Mourão que vai resolver? O que é que vamos fazer com o impeachment? Impeachment tem várias circunstâncias, e venho dizendo isso muito claramente", afirmou.

Neste cenário, Lira afirma que sua função em um eventual processo de impeachment é de "neutralidade" e fez questionamentos relacionados ao apoio de Bolsonaro dentro da Câmara dos Deputados.

"Você quer dizer que o presidente Bolsonaro não tem voto na Câmara para segurar um pedido de impeachment? Que ele não tem base de apoio popular para se contrapor a um pedido de impeachment? Então, o que é que estão querendo? Que eu desorganize o país, que eu comece uma conflagração de 122 votos que querem contra 347 que não querem? Vocês querem testar? O que a população quer é testar? Acha que é o caminho? Vamos testar", disse, antes de dizer que o "impeachment é político".

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