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1 mês

Bolsonaro volta a ironizar protestos e fala em 'maioria de pobres coitados'

Do UOL, em São Paulo

23/06/2021 11h30Atualizada em 23/06/2021 17h47

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a ironizar, em conversa com apoiadores, os protestos contra o Governo Federal no último sábado (19) e disse que os manifestantes eram em sua maioria "pobres coitados".

Na conversa, Bolsonaro ainda fez referência a uma fake news que circula nas redes sociais ao insinuar que a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, havia postado uma imagem adulterada do protesto no Rio de Janeiro em suas redes sociais.

Porém, uma checagem da Agência Lupa apontou que, na foto em questão, era possível ver um morro atrás da Candelária por causa do uso de uma lente teleobjetiva pelo fotógrafo. Assim, a imagem não é uma montagem.

"Na página da Gleisi, ela colocou imagem da Candelária com um morro atrás? Nasceu morro no RJ, não sabia não", disse, antes de voltar a ironizar os protestos.

"O pessoal ali, a maioria é pago, e se perguntar o que está fazendo não sabe o que está fazendo. A gente vai recuperar esse pessoal aí devagar, a maioria que está ali é de pobres coitados", disse.

Bolsonaro puxou o assunto sobre as manifestações depois de ouvir o que parecia ser o Hino à Bandeira. "Foi em São Paulo que queimaram a bandeira agora, a esquerdalha do bem?", questionou, sem ser claro ao que se referia, uma vez que nas manifestações de sábado não houve registro de bandeira queimada.

Em junho de 2020, uma imagem de um manifestante queimando a bandeira do Brasil chegou a circular nas redes sociais, mas ela era antiga e foi tirada de contexto.

Na conversa com apoiadores, o presidente ainda criticou a cobertura da imprensa sobre as manifestações. No dia seguinte aos protestos, Bolsonaro já havia ironizado os protestos, insinuando que elas não tiveram grande aderência.

No último sábado, milhares de manifestantes foram às ruas e criticaram o governo Bolsonaro e lamentaram as 500 mil mortes. Os organizadores estimaram que 750 mil pessoas participaram dos atos em todo país. Não houve uma contagem oficial.

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