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1 mês

Marco Antonio Villa: Bolsonaro quer 'ensanguentar' as eleições de 2022

Do UOL, em São Paulo

02/08/2021 13h57Atualizada em 03/08/2021 16h26

Para o historiador Marco Antonio Villa, as recentes ameaças golpistas e acusações sem provas contra a segurança das urnas eletrônicas servem a um projeto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de tumultuar o pleito presidencial de 2022.

"Ele está querendo usar como pretexto a urna eletrônico e o voto impresso e auditável para ensanguentar o processo eleitoral de outubro do ano que vem", opinou Villa em entrevista ao UOL News, programa do Canal UOL.

"Ele sabe que não tem a mínima condição de ser reeleito presidente da República e quer criar o caos. O seu sonho é que o Brasil tenha um processo eleitoral caótico", prosseguiu.

Na visão do historiador, as instituições brasileiras, como STF (Supremo Tribunal Federal) e o Congresso Nacional, precisam dar um "basta" nas atitudes de Bolsonaro. "Vão ter que reagir, ou não sei onde isso vai terminar", avaliou.

Mais cedo, em entrevista para a rádio ABC, do Rio Grande do Sul, Bolsonaro acusou, sem provas, o ministro do STF e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, de querer uma eleição manipulada em 2022.

Já ontem, o presidente apareceu, por vídeo, em protestos a favor do voto impresso. Na ocasião, Bolsonaro ameaçou o transcorrer democrático das eleições do ano que vem, caso não ocorram mudanças no processo eleitoral.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.