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Política

Roberto Jefferson ganha R$ 46 mil por mês com PTB e aposentadoria da Câmara

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

13/08/2021 14h55Atualizada em 13/08/2021 21h47

Preso hoje de manhã, o ex-deputado federal cassado e delator do Mensalão do PT Roberto Jefferson ganha, ao menos, R$ 46 mil por mês com uma espécie de salário do PTB e a aposentadoria da Câmara dos Deputados.

O político foi preso após determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes por suspeita de envolvimento com uma milícia digital contra a democracia.

Além da prisão preventiva na cidade de Comendador Levy Gasparian (RJ), o ministro determinou a busca e apreensão de armas e munições de propriedade do ex-deputado federal, "bem como de computadores, 'tablets', celulares e outros dispositivos eletrônicos".

Presidente nacional do PTB, Jefferson recebe do partido R$ 23.245,50 todo mês por "serviços técnicos e profissionais", segundo a legenda informou na prestação de contas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deste ano.

No ano passado, ele ainda recebeu mais R$ 6.098 em outros dois meses pelo mesmo motivo. Já neste ano, fora o salário, embolsou R$ 919,49 em março para cobrir "lanches e refeições".

Uso do Fundo Partidário

Ao TSE, o PTB afirma que ao menos 96% dos R$ 7,6 milhões dos seus recursos vêm do Fundo Partidário.

O fundo é composto majoritariamente com dinheiro público e serve para bancar despesas do dia a dia de partidos, como compra e aluguel de sedes, pagamento de pessoal e serviços, compra de passagens aéreas e até o impulsionamento de conteúdo na internet.

Devido a essa última possibilidade de uso, o ministro Alexandre de Moraes quer saber se Jefferson usou dinheiro do Fundo Partidário para bancar publicações tidas como antidemocráticas.

Aposentadoria

Além do salário do PTB, Jefferson recebe R$ 23.344,70 por mês de aposentadoria da Câmara dos Deputados, aponta o portal da Casa. A remuneração após os descontos obrigatórios foi de R$ 20.613,29, em julho.

Roberto Jefferson exerceu cinco mandatos completos como deputado federal até que, no sexto, foi cassado em 2005. Os colegas optaram pela punição ao parlamentar por causa de seu envolvido com o Mensalão e de disputas políticas agravadas pela denúncia do caso.

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