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Conteúdo publicado há
2 meses

Lira age por interesse próprio e o governo está naufragando, diz senador

Colaboração para o UOL

19/08/2021 09h27Atualizada em 19/08/2021 11h22

Líder da oposição, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) afirmou que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), "age por interesse próprio" ao ponderar que a CPI da Covid precisará encontrar "caminhos alternativos" para responsabilizar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela forma como o mandatário conduziu o país durante a pandemia de coronavírus.

Em entrevista ao UOL News, o parlamentar falou sobre o texto-base da Comissão Parlamentar de Inquérito elaborado pelo gabinete do relator do colegiado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), que conforme revelou o UOL hoje, já possui mais de mil páginas prontas, e se mostrou incrédulo quanto à tomada de decisões a partir do relatório tanto por Lira quanto pelo Procurador-Geral da República, Augusto Aras.

Para Alessandro Vieira, a CPI poderá buscar caminhos alternativos, como a apresentação de uma notícia-crime ao STF (Supremo Tribunal Federal).

"Na parte política, depende da pressão da sociedade, de uma compreensão por parte do centrão, materializado na figura de [Arthur] Lira, de que esse governo está naufragando, e não gera mais expectativa de continuidade no poder", declarou.

"A gente não pode ser inocente de achar que Lira e figuras como ele vão fazer alguma coisa em benefício do Brasil", completou o político

Eles agem por interesse próprio, mas é possível que o interesse deles deixe de estar conectado ao Bolsonaro Alessandro Vieira

Texto-base tem mais de mil páginas

O texto-base do relatório da CPI da Covid, elaborado pelo gabinete do relator do colegiado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), já possui mais de mil páginas e pode crescer, a depender dos fatos e dados a serem obtidos pela CPI. Os capítulos do documento, ao qual o UOL teve acesso, estão divididos por fatos e depoimentos coletados ao longo dos trabalhos.

O resumo da atuação do colegiado possui mais de 400 páginas. O grosso do material está nos anexos, que incluem documentos e os principais pontos de destaque dos depoimentos.

O documento também irá sugerir a continuidade da investigação pelo Ministério Público da União por meio de inquéritos específicos para cada assunto trazido em destaque.

Segundo Renan, o relatório completo deverá ser fechado no próximo mês. "Vamos trabalhar para tentar apresentar o parecer final na segunda quinzena de setembro. Eu não sei se conseguiremos, mas eu vou efetivamente me dedicar a isso", disse o relator.

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