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'Temos como ganhar essa guerra', posta Bolsonaro após decisão de Pacheco

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) diz saber onde está "o câncer do Brasil" e que pode vencer a guerra - Reprodução
Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) diz saber onde está "o câncer do Brasil" e que pode vencer a guerra Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

25/08/2021 21h00Atualizada em 26/08/2021 00h41

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) postou hoje um vídeo em que diz saber onde está "o câncer do Brasil" e que pode vencer a guerra. O conteúdo foi publicado cerca de duas horas após o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), divulgar que decidiu rejeitar o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

O vídeo compartilhado por Bolsonaro é o trecho de uma live transmitida em abril deste ano. Em tom de ameaça, o presidente diz: "Sei onde está o câncer do Brasil, nós temos como ganhar essa guerra se esse câncer for curado. Estamos entendidos? Se alguém acha que eu preciso ser mais explícito, lamento".

O pedido de impeachment de Moraes foi enviado ao Senado por Bolsonaro na última sexta-feira (20). Foi a primeira vez que um presidente da República pediu o afastamento de um ministro do STF — que, em nota, repudiou o ato.

Aquela live de abril ocorreu após o STF manter a decisão do ministro Edson Fachin que permitiu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomar seus direitos políticos e estar apto para disputar a eleição presidencial em 2022.

Depois de lamentar a decisão do STF que tornou o petista elegível, Bolsonaro disse saber "onde está o câncer do Brasil", sem ser claro em relação ao que se referia. "Eu sei onde está o câncer do Brasil, nós temos que ganhar. Se esse câncer for curado, o corpo volta à normalidade", disse. "Estamos entendidos? Se alguém acha que eu tenho que ser mais explícito, lamento".

Bolsonaro repetiu, na ocasião, que é a população quem dita os rumos do Brasil e que vai agir dentro das "quatro linhas" da Constituição para reestabelecer a ordem. Essa expressão tem sido usada com frequência pelo presidente, mesmo em falas com tom de ameaça.

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