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Política

PM mantém controle, e expulsão de Mamãe Falei é maior ocorrência em SP

Amanda Rossi, José Dacau e Leonardo Martins

Do UOL, em São Paulo

07/09/2021 19h55Atualizada em 08/09/2021 13h31

Até o início da noite deste 7 de Setembro, nenhuma ocorrência grave foi registrada em nenhum dos dois atos — pró e contra o governo Jair Bolsonaro (sem partido) — que ocorreram hoje na capital paulista a apenas 4 km de distância um do outro.

O único episódio de tumulto registrado foi o que envolveu o deputado estadual Arthur Mamãefalei (Patriota-SP). Ele foi expulso da manifestação a favor de Bolsonaro, na avenida Paulista e teve de sair escoltado por PMs.

Procurado pelo UOL, o parlamentar afirmou que foi ao ato "para questionar os bolsonaristas", mas que, "como sempre, houve alguma animosidade e saímos".

Arthur do Val é escoltado pela polícia após ser expulso da manifestação na avenida Paulista - Reprodução - Reprodução
Arthur do Val é escoltado pela polícia após ser expulso da manifestação na avenida Paulista
Imagem: Reprodução

Com mais de 3 mil agentes, 1.473 viaturas, 60 cavalos e quatro drones, a Polícia Militar de São Paulo fez um trabalho "suficiente" na avaliação de Ana Amélia, vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil).

"Sem adentrar o mérito dos absurdos contra o Estado Democrático de Direito que faz parte dos discursos do presidente, realmente a PM-SP teve uma organização suficiente que fez com que os atos corressem de forma tranquila e organizada", analisa.

Ainda assim, os agentes não revistaram todas as pessoas presentes no ato da avenida Paulista, conforme prometido pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Havia o receio de que PMs da reserva e em folga comparecessem ao ato armados e causassem problemas na segurança do local. Doria chegou a classificar o momento como "gravíssimo".

Também havia preocupação por parte das autoridades de que houvesse quebra-quebra ao final dos atos, como já aconteceu após outras manifestações que tiveram ações nos moldes das das ações de "black blocks". Nada foi registrado até o momento.

PM faz revista pessoal no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Policial apreendeu spray de um manifestante alegando ser um produto inflamável - José Dacau/UOL - José Dacau/UOL
PM faz revista pessoal no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Policial apreendeu spray de um manifestante alegando ser um produto inflamável
Imagem: José Dacau/UOL

O tratamento dos policiais militares paulistas com manifestantes nem sempre é cortês como o visto hoje, mas foi observado também no Vale do Anhangabaú, onde ocorria o grito dos excluídos, de oposição ao governo federal. Por lá, também não foram registradas graves ocorrências.

PMs policiaram as entradas do Vale do Anhangabaú e permaneceram de prontidão. Grupos de apoio, como a Tropa de Choque e a cavalaria da PM, ficaram no entorno para rápida intervenção em caso de tumulto — o que não foi necessário.

Enquanto isso, na Paulista, alguns policiais viraram celebridades. Manifestantes pediram fotos e selfies com agentes da segurança ao longo de toda a avenida.

Um quinteto de policiais militares, que fazia a segurança na rua Pamplona, chegou a ganhar cinco garrafas de refrigerante de alguns manifestantes que passavam pelo local.

Ao final do ato, na praça do ciclista, próximo à rua da Consolação, uma dupla de policiais da Tropa de Choque, em frente a um grande caminhão da corporação, virou atração.

Filas se formaram ao redor dos agentes para uma foto, principalmente próximo a policial, que estava com um armamento de grande porte em mãos.

Cenas semelhantes foram vistas com policiais da GCM (Guarda Civil Metropolitana) que, de boinas pretas, também tiraram selfies com as pessoas.

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro posam para fotos com agentes da Tropa de Choque - Leonardo Martins/UOL - Leonardo Martins/UOL
Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro posam para fotos com agentes da Tropa de Choque
Imagem: Leonardo Martins/UOL

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