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Abraham Weintraub diz que teve 70% dos pulmões 'destruídos' pela covid

Abraham Weintraub disse que teve 70% dos pulmões comprometidos em decorrência do coronavírus - Walterson Rosa/Ministério da Educação
Abraham Weintraub disse que teve 70% dos pulmões comprometidos em decorrência do coronavírus Imagem: Walterson Rosa/Ministério da Educação

Colaboração para o UOL

20/09/2021 18h24

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub revelou que teve 70% de seus pulmões "destruídos" em decorrência de uma "variante grave" do coronavírus. O economista e seu irmão, o ex-assessor da Presidência da República Arthur Weintraub, foram infectados pelo vírus em maio, mas falaram abertamente sobre o assunto no mês seguinte, junho, em um vídeo publicado nas redes sociais.

Hoje, por meio de seu canal no YouTube, o ex-ministro e aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) relatou os efeitos da doença em sua vida. Segundo contou, depois de ter contraído covid-19, ele engordou bastante e ficou "igual uma porca prenha". Para eliminar o sobrepeso, tem se dedicado à caminhada, pois tem se sentido "incomodado" com os quilos a mais.

"Nunca fui gordo, estou pançudo e está me incomodando. Minha calça está apertada, não sou homem de usar calça apertada", afirmou.

No começo de junho, Abraham e Arthur Weintraub relataram que foram infectados por uma "cepa agressiva" do coronavírus. Além dos irmãos, suas esposas e os filhos deles também contraíram a doença.

Ex-ministro da Educação do governo Bolsonaro, Abraham Weintraub deixou a pasta em junho do ano passado depois da polêmica reunião ministerial realizada pelo presidente, quando o então ministro defendeu a prisão de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Atualmente, ele ocupa o cargo de diretor-executivo do Banco Mundial.

Arthur Weintraub, que trabalhou como assessor da presidência da República, também deixou o governo e ganhou um cargo nos Estados Unidos: agora, ele é secretário de Segurança Multidimensional da OEA (Organização dos Estados Americanos). Recentemente, porém, ele se envolveu em uma polêmica sobre o chamado "gabinete paralelo" que servia para orientar o presidente Jair Bolsonaro no comando da pandemia no país.

O caso veio à tona em junho após o portal Metrópoles revelar uma série de vídeos em que aparecem Arthur, a médica Nise Yamaguchi, o ex-ministro Osmar Terra e o virologista Paulo Zaonoto, entre outros participantes. Membros do "gabinete paralelo" tiveram que depor no âmbito das investigações da CPI da Covid no Senado e negaram a existência do gabinete. Em entrevista, o ex-assessor disse que seu "crime foi ter assessorado" o presidente.

Zanoto diz que enviou uma carta a Arthur Weintraub sugerindo a criação de um "shadow board" (gabinete das sombras, em tradução livre).

Weintraub atuava dentro do Palácio do Planalto no núcleo que ficou conhecido como "ala ideológica" do governo. Em agosto de 2020, período em que o governo brasileiro acelerava a campanha em defesa do que passou a chamar de "tratamento precoce" (estímulo à cloroquina e outros medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença), Weintraub foi designado "especialmente" por Bolsonaro para "acompanhar questões relativas ao tratamento precoce da covid-19".

Na prática, ele recebeu a missão de intermediar o diálogo entre o governo e um grupo de médicos defensores da cloroquina, autodenominado "Médicos pela Vida". Com a articulação de Weintraub, o Médicos pela Vida foi recebido por Bolsonaro em agenda oficial no Palácio do Planalto, que foi batizada pelo governo de "Vencendo a covid-19".

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