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Eduardo Bolsonaro: 'Bobo' é quem acredita existir gabinete do ódio

Deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) - Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Colaboração para o UOL, em Brasília

27/09/2021 13h29

Em entrevista à RedeTV, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) chamou de "bobo" quem acredita na existência do gabinete do ódio, que seria composto por assessores do governo ligados à família do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e os próprios filhos do mandatário para produzir fake news sobre acontecimentos no Brasil.

Perguntado sobre o que a imprensa e oposição falam da suposta ligação dele e os irmãos, o vereador Carlos (Republicanos-RJ) e o senador Flávio (Patriota-RJ), com o grupo, Eduardo disse: "A reação que podemos dar é não se curvar a essas pessoas para não nos tolher nas nossas comunicações".

Não tem nada de criminoso, mas vai servir de combustível para a esquerda falar de gabinete do ódio e disparo em massa no WhatsApp".

O chamado gabinete do ódio é alvo de inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que investigam como as fake news influenciaram nas eleições de 2018 e seguem influenciando em ataques a opositores do governo. As duas instituições são alvos de frequentes ataques do presidente.

Para o deputado, a melhor descrição do suposto grupo é a dada pelo pai, como parafraseou hoje no programa: "Gabinete do ódio nunca existiu, bobo é quem acreditou nisso daí. Vamos sair mais fortes para nossa luta".

Os três assessores ligados ao governo e que, originalmente, fariam parte do gabinete são Tércio Arnaud Tomaz, José Matheus Sales Gomes e Mateus Matos Diniz. Todos, incluindo os filhos do presidente, já receberam punição das principais plataformas de redes sociais e tiveram publicações excluídas por serem consideradas fake news pelas empresas.

Positivo para covid-19

Ainda na entrevista, o deputado confirmou que, além dele, a esposa e a filha testaram positivo para a covid-19. Ele afirmou estar se sentindo bem. "Só não sei se posso falar, pelos tempos estranhos que estamos vivendo, o que estou fazendo para ficar bem, mas as pessoas imaginam", falou em possível referência ao "kit cloroquina", provado cientificamente como ineficaz para a o combate à doença.

"No primeiro dia tive sintomas de gripe fortes, deu um cansaço, dor pelo corpo e muita coriza", contou. "Minha esposa fez os exames e inicialmente deu negativo, no dia seguinte ela teve sintomas e deu positivo", explicou.

O filho do presidente acompanhou o pai para os Estados Unidos e esteve com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que contraiu a doença na viagem. Quando descobriu o diagnóstico positivo para o vírus, Eduardo distorceu o efeito da vacina contra a covid e reclamou do passaporte sanitário.

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