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STF cobra explicações sobre vídeo em que Jefferson ora contra 'Xandão'

Ofício foi emitido pelo próprio ministro Alexandre de Moraes, alvo do vídeo de Roberto Jefferson - Eduardo Matysiak/Futura Press/Estadão Conteúdo
Ofício foi emitido pelo próprio ministro Alexandre de Moraes, alvo do vídeo de Roberto Jefferson Imagem: Eduardo Matysiak/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

18/10/2021 13h41Atualizada em 18/10/2021 16h13

O STF (Supremo Tribunal Federal) emitiu hoje um ofício cobrando explicações sobre um vídeo em que o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson (SP), aparece orando "em desfavor do Xandão", referência ao ministro Alexandre de Moraes, integrante da Corte.

O ofício foi emitido pelo próprio Alexandre de Moraes, relator no Supremo da ação que levou o ex-deputado federal a ser preso, e encaminhado à Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro e à diretoria do Hospital Samaritano da Barra da Tijuca, na capital fluminense.

Moraes pediu que, em 24 horas, tanto a pasta como o hospital expliquem "as circunstâncias da gravação e divulgação do vídeo gravado pelo custodiado", "em desrespeito ao cumprimento das medidas restritivas impostas".

No vídeo, reportado inicialmente pela coluna do Guilherme Amado, do site brasiliense Metrópoles, é possível ver e ouvir Jefferson lendo o que seria um trecho bíblico e profetizando males ao ministro Alexandre de Moraes, dizendo, repetidamente, que ora "em desfavor do Xandão".

"Seja o meu acusador Xandão vestido de desonra, e que a vergonha o cubra", profere Jefferson no vídeo. No final da peça, o líder do PTB pede que Deus "esmague a tirania". "Não se faz concessão, meu Deus, aos tiranos e à tirania. A tirania se esmaga, pai", afirmou.

Roberto Jefferson está, desde 13 de agosto, preso por ameaças direcionadas ao Supremo e aos ministros da Corte, especialmente Alexandre de Moraes, alvo da oração e da leitura bíblica "em desfavor".

O presidente nacional do PTB esteve, entre o início de setembro e a semana passada, no Hospital Samaritano da Barra, no Rio de Janeiro, devido a uma infecção urinária e a problemas cardíacos. No fim do mês passado, o político foi submetido a um procedimento de cateterismo.

Ao autorizar, em setembro, a transferência de Jefferson para Samaritano da Barra, Moraes colocou algumas condições, como as de que o ex-deputado não poderia usar as redes sociais, receber visitas sem prévia autorização judicial ou conceder entrevistas.

Outro lado

O UOL buscou contato com a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro por meios disponibilizados no site do governo do estado, mas ainda não obteve retorno em nenhum deles.

A defesa de Roberto Jefferson e o Hospital Samaritano da Barra foram procurados e devidamente contatados, e o UOL aguarda um retorno por parte de ambos. O espaço permanece aberto para posicionamentos, que serão aqui publicados assim que forem encaminhados.