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CPI: Barros diz que processará senadores que votarem a favor do relatório

Relatório final da CPI sugere indiciar Barros por crimes como formação de organização criminosa e improbidade administrativa - Agência Senado
Relatório final da CPI sugere indiciar Barros por crimes como formação de organização criminosa e improbidade administrativa Imagem: Agência Senado

Do UOL, em São Paulo

20/10/2021 15h34

O líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirmou hoje que irá processar o relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), e os demais senadores que votarem a favor do texto final da comissão, que sugere que ele seja indiciado por quatro crimes.

"Vou processá-lo [Calheiros] por denunciação caluniosa e abuso de autoridade", disse. "No caso Covaxin, todas as pessoas que ele ouviu negaram a minha participação, ele não tem nenhum elemento que pudesse convalidar que participei da questão da Covaxin".

"Nenhuma das pessoas que lidou com o processo no ministério ou com o dono da Precisa, ninguém confirmou minha participação, e ele insiste em manter no relatório", continuou. "Acusar alguém sabidamente inocente é abuso de autoridade, e por isso, vou processá-lo e os senadores que votarem com ele no relatório também".

O relatório final da CPI da Covid, lido mais cedo, propõe o indiciamento de 66 pessoas —entre elas, o deputado Ricardo Barros. O texto sugere que responda aos crimes de incitação ao crime, advocacia administrativa, formação de organização criminosa e improbidade administrativa.

A comissão investigou a ligação de Barros com a compra da vacina indiana Covaxin. O acordo para aquisição de 20 milhões de doses do imunizante foi assinado em fevereiro deste ano ao custo de R$ 1,6 bilhão, mas nenhuma unidade do produto chegou a ser entregue. Após indícios de irregularidades, o contrato foi suspenso pelo Executivo federal. Em depoimento, o deputado negou envolvimento com o caso.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.