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Moraes nega pedido para transferência de Roberto Jefferson para hospital

O presidente nacional do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson  - Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
O presidente nacional do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Do UOL, em São Paulo

26/10/2021 19h31

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes negou pedido da defesa de Roberto Jefferson para transferência do ex-deputado da unidade prisional para o Hospital Samaritano, no Rio. O ex-deputado e presidente licenciado do PTB sentiu-se mal e precisou de atendimento médico no complexo.

Na decisão, à qual o UOL teve acesso, Moraes destaca que o laudo médico aponta a absoluta normalidade da situação médica de Jefferson, havendo a necessidade de realização de exame de ultrassonografia, que já foi feito no dia de hoje.

Neste momento, verifica-se a plena capacidade do hospital penitenciário em fornecer o tratamento adequado ao preso, não havendo qualquer comprovação de que o seu estado de saúde exija nova saída do estabelecimento prisional. A SEAP/R informou que, tendo o custodiado requisitado atendimento médico em razão de dores que estaria sentindo, foi prontamente atendido no Hospital Dr. Hamilton Agostinho Viera de Castro, com subsequente internação. Naquela unidade hospitalar, foi submetido à avaliação médica e medicado. Trecho da decisão do ministro Alexandre de Moraes

"Destaca-se que o laudo juntado aos autos aponta a absoluta normalidade da situação médica do preso, consignando tão somente a necessidade de ser ele submetido ao exame de 'ultrassonografia das vias urinárias', para excluir causa de 'pielonefrite recorrente', exame já devidamente agendado para o dia de hoje, 26/10/2021", acrescentou o ministro.

Jefferson está preso preventivamente no complexo Penal de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro, desde 13 de agosto, por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Ele é suspeito de envolvimento com uma milícia digital que atua contra a democracia.

Durante a audiência de custódia, o político pediu que a prisão fosse convertida em domiciliar, alegando problemas de saúde. O pedido também foi negado, na ocasião.

Mas, no início de setembro, Moraes autorizou que ele fosse transferido para o hospital, com o uso de tornozeleira eletrônica. Roberto Jefferson passou por uma cirurgia de cateterismo no dia 28 de setembro.

Na última sexta-feira (22), o ex-parlamentar voltou a passar mal e foi encaminhado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), que funciona dentro do complexo prisional, onde está preso, após sentir calafrios, ter febre e pressão baixa.

Após atendimento, ele voltou para a cela, mas no sábado à tarde foi levado para o hospital, que também funciona no complexo penitenciário, onde permanece internado para acompanhamento de um "mal súbito", com quadro de febre alta, pressão baixa, taquicardia, dor na região do fígado e acúmulo de líquido nas perdas.

Denúncia da PGR

A PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentou denúncia contra Roberto Jefferson por incitação ao crime e homofobia. Datado de 25 de agosto, o documento é assinado pela subprocuradora Lindôra Araújo e foi enviado ao STF na semana passada.

A denúncia foi motivada por entrevistas e publicações em que o ex-deputado estimulou a população a atacar o Congresso Nacional, o STF e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

No ofício, a PGR detalha publicações nas redes sociais e entrevistas concedidas pelo político a alguns veículos de comunicação. Há, também, a reprodução de uma entrevista em que o ex-deputado compara a população LGBTQI+ a drogados e traficantes.

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