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CPI impôs vacina quando governo Bolsonaro queria cloroquina, diz Randolfe

8.jul.2021 - O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid, durante sessão da comissão - Pedro França/Agência Senado
8.jul.2021 - O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid, durante sessão da comissão Imagem: Pedro França/Agência Senado

Eduardo Militão

Do UOL, em Brasília

26/10/2021 13h41Atualizada em 26/10/2021 13h41

O vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou nesta terça-feira (26) que a comissão de inquérito "impôs" ao governo federal a necessidade da vacinação em massa da população. Ele disse ao UOL que isso foi feito enquanto a gestão de Jair Boslonaro (sem partido) ainda apostava no uso da cloroquina, um remédio ineficaz contra o coronavírus e não recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde.

"Quantos brasileiros estavam vacinados em 27 de abril?", disse o senador à reportagem. "Quantos estão vacinados hoje? Não é o Jair Bolsonaro, que comparou vacina à contaminação de Aids que fez isso. Foi a CPI. A CPI forçou a vacinar."

A vacinação foi imposta pela CPI. O governo queria cloroquina"
Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid

Ele fez as afirmações logo depois de o senador Renan Calheiros (MDB-AL) ler seu relatório, em que pediu o indiciamento de 79 pessoas, como Bolsonaro, e duas empresas.

Segundo Randolfe, além de forçar a vacinação em massa, CPI deu mais duas contribuições à sociedade brasileira: investigações sobre suspeitas de crimes de corrupção e contra a saúde pública.

"Sem a CPI, ninguém sabia do esquema da Covaxin, da Precisa. Sem CPI, não teria denúncia do caso Prevent."

Randolfe prevê que a votação dos relatórios de Renan e dos da base aliada só começarão depois das 18h.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.