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1 mês

Sem saber que está ao vivo, Bolsonaro indaga: 'Quanto vale a vaga no STF?'

Do UOL, em São Paulo

27/10/2021 22h34Atualizada em 28/10/2021 08h48

Durante o intervalo de uma entrevista, e sem saber que estava ao vivo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) questionou hoje qual seria o "preço" de uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), mas mudou de assunto ao ser alertado sobre a transmissão. No momento ele falava por videoconferência com a TV Jovem Pan News e transmitia ao mesmo tempo pelo seu perfil no Facebook.

"Presta atenção, pessoal. Quanto você acha que vale a vaga para o Supremo Tribu...?", começou a dizer o presidente, sem terminar o raciocínio e explicar ao que se referia.

A live no perfil de Bolsonaro continuava a ser transmitida enquanto a Jovem Pan fazia um intervalo comercial. No meio da fala, alguém alertou Bolsonaro e ele, então, mudou de assunto.

"Tá gravando aí? Tá aqui na? Então, isso daí é o Brasil, a gente apanha pra c*, pô, o tempo todo. E tem gente que não dá valor. 'Ah, tem que resolver tudo'. Não dá pra resolver tudo, vamos devagar. Imagina se tivesse sentado no meu lugar o Haddad, como estaria o Brasil? Dá pra imaginar como estaria o Brasil? Estaria em lockdown", prosseguiu, mudando de assunto.

A declaração do presidente ocorre em um momento em que ele tem concentrado críticas à demora no agendamento no Senado Federal da sabatina de André Mendonça, indicado por ele para o Supremo.

Ontem, em entrevista para a TV Boas Novas, do Amazonas, Bolsonaro se queixou da postura do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que é presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Cabe a ele agendar a sabatina de Mendonça, indicado há mais de 100 dias por Bolsonaro.

"Alcolumbre foi excepcional comigo no Congresso, por que essa rejeição agora? Não votar é uma tortura, o que André fez de errado? Não vou desistir de André Mendonça", disse.

Leilão

O presidente também comentou, durante o intervalo, sobre o leilão da Via Dutra, que acontece na próxima sexta-feira (29). Bolsonaro falou, então, sobre supostos casos de corrupção em contratos de pedágios e de pessoas que recebiam "propinas em caixas de sapato".

"No passado, o cara que fazia contrato levava uma caixa de dinheiro embora, metia a caneta no contrato e passava para R$ 20 o pedágio. Assim que funcionava. Ou não era assim? Pedágio de moto no Paraná, R$ 9. Agora, o que eu apanho por causa disso. Para mim é fácil: manda um sapato número 43 para mim, meu número aqui, tá? Um beijo. Sem problema. Chega o sapato número 43 cheio de notinha de cem verdinha dentro", exemplificou.

Mais tarde, em outra entrevista para a Jovem Pan, Bolsonaro discutiu com o humorista André Marinho, do programa Pânico, ao ser questionado sobre 'rachadinha'. Depois de bater boca, o presidente deixou a entrevista quando, minutos depois, o humorista tentou retomar o assunto.

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