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1 mês

CPI desnudou mito de que não existia corrupção no governo, diz Randolfe

Colaboração para o UOL

28/10/2021 19h11

Os seis meses de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid contribuíram para desfazer o "mito" entre os brasileiros de que não havia corrupção no governo de Jair Bolsonaro (sem partido). A avaliação é do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que foi vice-presidente da comissão encerrada nesta semana.

Em entrevista ao UOL News, ele classificou a aceleração da vacinação contra a covid-19 no país como um dos grandes legados da CPI. "Junto com isso, a CPI desnudou um mito, que era várias vezes argumentado pelo próprio Jair Bolsonaro, de que não existia corrupção no seu governo", disse o parlamentar.

"Existem agora as consequências seguintes que a CPI tem que fazer. A CPI desnudou Bolsonaro aos olhos dos brasileiros. Do ponto de vista político, o governo dele se encontra, agora, muito mais fraco do que era no início do ano", completou.

Ao lado de outros membros da comissão que votaram a favor do texto do relator Renan Calheiros (MDB-AL), que sugeriu 80 indiciamentos, incluindo do presidente da República, Randolfe participou da entrega do documento na PGR (Procuradoria-Geral da República), no Senado, no TCU (Tribunal de Contas da União), no STF (Supremo Tribunal Federal) e em outros órgãos.

Segundo o parlamentar, a solenidade da entrega do parecer de Calheiros tem como objetivo o encaminhamento para eventuais processos judiciais e, também, para que a sociedade acompanhe as datas de entregas e as providências tomadas pelas autoridades que estão recebendo o relatório.

"Estamos preparados para os eventuais desdobramentos, sobretudo, dos relatórios que estão com a PGR e o que ainda será entregue para o presidente da Câmara, Arthur Lira", disse Randolfe.

Questionado sobre um possível arquivamento do texto pelo PGR, Augusto Aras, responsável por eventual investigação de Bolsonaro e demais membros do governo, o senador disse que não acredita nessa possibilidade.

"A Casa que está pressionando Aras neste momento [a dar sequência ao relatório da CPI] é a que tem responsabilidade de uma eventual sabatina dele no futuro. Em decorrência disso, posso me frustrar, mas não acredito que ação imediata dele seja o arquivamento."

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