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Senador diz que neta vai nascer e pede que Casa adiante votação de Mendonça

Menina vai se chamar Aurora, contou Braga - Edilson Rodrigues/Ag.Senado
Menina vai se chamar Aurora, contou Braga Imagem: Edilson Rodrigues/Ag.Senado

Eduardo Militão

Do UOL, em Brasília

01/12/2021 18h31Atualizada em 01/12/2021 18h43

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) pediu que o Senado apresse a votação da indicação do ex-advogado-geral da União, André Mendonça, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O motivo é o nascimento de sua neta, Aurora, previsto para acontecer nesta noite, segundo o emedebista.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), agradeceu o pedido e desejou felicidade à criança, lembrou as demais crianças brasileiras, mas até o momento não conseguiu atender ao pedido do colega e manteve a votação de indicação de embaixadores primeiro — que só demandam maioria simples.

"Venho aqui fazer um apelo aos colegas senadores, aos líderes, aos senhores e às senhoras senadoras", iniciou Braga. "Tão logo nós tenhamos configurado o quórum necessário, V. Exa. possa colocar em votação a deliberação do Plenário do Senado da indicação do Sr. Ministro André Mendonça para a vaga do Supremo Tribunal Federal."

Eu explico o porquê deste meu apelo. Eu falava ao colega Senador Flávio Bolsonaro. É um apelo de alguém que vai ser avô daqui a algumas horas, e tenho a pretensão de poder estar acompanhando minha filha, que dará à luz a Aurora."
Eduardo Braga, senador

"Então, fazendo um apelo emotivo, emocionado a Vossa Excelência", continuou. "A população brasileira haverá de compreender a minha ansiedade em poder estar ao lado da minha filha."

Pacheco agradeceu ao pedido.

Gostaria, em nome da Presidência e de todos os senadores, de desejar muito boa sorte à sua filha e a Vossa Excelência com o nascimento da sua neta. Meus parabéns! Muita saúde, muitas felicidades na vida e que o Senado possa contribuir para dar a ela e a todas as crianças um Brasil melhor. Parabéns, líder Eduardo Braga"
Rodrigo Pacheco, presidente do Senado

Segundo o Pacheco, não há quórum suficiente no Senado para a votação de Mendonça, que depende de maioria absoluta da Casa. Para ser nomeado ministro do Supremo, Mendonça precisará de maioria absoluta, ou seja, pelo menos 41 votos.

Mais tarde, Rodrigo Pacheco brincou com Eduardo Braga. "O senador Eduardo Braga nunca esteve tão atento a uma votação, com pressa de votar. Por um bom motivo, senador", comentou.

O ex-chefe da AGU teve a sua indicação para o Supremo aprovada por 18 votos a 9 na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. A votação ocorreu depois de mais de oito horas de sabatina, na qual o ex-ministro da Justiça fez acenos à classe política e defendeu o Estado laico, mas se distanciou de decisões e falas controversas do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A senadora Kátia Abreu (PP-TO) também pediu que Pacheco invertesse a ordem de votação para analisar as indicações de embaixadoras antes das de embaixadores homens.

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