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6 meses

Doria diz que 'combaterá' Lula e Alckmin caso formem chapa para 2022

Colaboração para o UOL, no Rio

10/12/2021 11h21Atualizada em 10/12/2021 13h27

O pré-candidato tucano à Presidência da República e governador de São Paulo, João Doria, criticou, no UOL News desta manhã, a possibilidade de Geraldo Alckmin (PSDB) se aliar ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições do ano que vem. Segundo ele, se isso se confirmar, ambos serão "combatidos".

"Mantenho meu respeito pelo governador Geraldo Alckmin, mas vou lamentar muito se a sua decisão for estar ao lado de Lula e for o candidato a vice-presidente da República com Lula. Estarei do outro lado e combaterei Lula e Geraldo Alckmin, se essa for sua opção", disse Doria, em entrevista à apresentadora do Canal UOL Fabíola Cidral e ao colunista do UOL Josias de Souza.

Doria disse que alguém do PSDB se associar a Lula é uma "contradição histórica" aos 33 anos do Partido da Social Democracia Brasileira, do qual Alckmin é um dos fundadores. Ele cita a legenda como adversária histórica do Partido dos Trabalhadores.

Lamento muito se a opção dele for estar ao lado de lula. Lula foi combatido pelo PSDB desde a criação do PSDB, em 1987. O PT sempre foi um adversário histórico do PSDB, por princípios, posição definida pelo PSDB desde o início
João Doria

Sobre a possível saída de Alckmin do PSDB, Doria afirma que ela não acontecerá por sua causa. A relação de Doria e Alckmin está estremecida desde 2018, quando o então candidato ao governo paulista aderiu publicamente à campanha do agora presidente Jair Bolsonaro (PL), com o BolsoDoria.

"Respeito a biografia do governador Geraldo Alckmin. É um direito que ele tem, se desejar sair do PSDB, mas ele ainda não manifestou formalmente sua saída do PSDB", disse Doria.

'Pacto' com Moro

Pré-candidato do PSDB às eleições presidenciais de 2022, Doria deu detalhes do encontro que teve na quarta-feira (8) com o presidenciável do Podemos, Sergio Moro. Ele afirmou que selou com o ex-juiz e ex-ministro da Justiça de Bolsonaro um "pacto de não agressão" para o pleito do ano que vem.

"É o pacto que temos que ter com todos os candidatos que podem formar esta melhor via, distante dos extremos e que compõem esse centro democrático liberal, social, como qualifico. Ali, incluo também a senadora Simone Tebet (MDB), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), o senador Rodrigo Pacheco (PSD) e o senador Alessandro Vieira (Cidadania); são aqueles pré-candidatos que se apresentam pelos seus partidos como potenciais candidatos à Presidência da República", disse Doria.

Doria cogita a possibilidade de união entre esses pré-candidatos em torno da candidatura da chamada terceira via. Ele diz que a aliança entre PSDB, Podemos, MDB, DEM, PSD e Cidadania é contra o que ele chama de "populistas e extremistas", como se refere a Bolsonaro e Lula.

Não podemos nos agredir, temos que estar juntos, evoluindo no diálogo, e, lá adiante, provavelmente entre final de abril e início de maio, aí sim cristalizar para se verificar se na melhor via poderemos ter um candidato ou uma candidata em condições de disputar de maneira digna, altiva, para vencer os populistas Lula e Bolsonaro, e oferecer a melhor via para os brasileiros e o país
João Doria

Equipe econômica

Depois de anunciar seu atual secretário de Fazenda e Planejamento, o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), para a equipe que irá coordenar seu plano de governo na área econômica, Doria revela que sua atual secretária de Desenvolvimento, Patrícia Ellen, também integrará o time.

"A Patrícia Ellen vai compor esse comitê econômico, mas devemos ter seis ou sete nomes. Ao invés de posto Ipiranga, teremos uma rede de postos Ipiranga. Pessoas com competência, capacidade e com perfis que se complementarão. Provavelmente, antes do final do ano, já teremos a equipe completa e certamente colocaremos essa informação publicamente, provavelmente até mesmo antes do natal", diz Doria, citando o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, a quem Bolsonaro chamou de "posto Ipiranga" durante a campanha de 2018.

Sobre seu vice-candidato, Doria repetiu a intenção de que seja uma mulher, sem citar nomes. Ao ser citado o nome de Simone Tebet, ele rasgou elogios à senadora, como já fez em outras ocasiões.

Tenho muito respeito pela biografia, pela trajetória política, pessoal, e respeito também pela formação intelectual da senadora Simone Tebet. Mas ainda não é um nome, nem sequer conversamos sobre isso. É sim um nome importante, significativo, dentro desse contexto de perspectiva do chamado centro democrático liberal social e dessa melhor via
João Doria

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