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Renan diz que Bolsonaro 'voltou a delinquir' e defende nova CPI da Covid

"Desde o fim de outubro, Bolsonaro perdeu o medo de atacar a vacina, sentiu-se livre", disse Renan - Pedro França/Agência Senado
"Desde o fim de outubro, Bolsonaro perdeu o medo de atacar a vacina, sentiu-se livre", disse Renan Imagem: Pedro França/Agência Senado

Do UOL, em São Paulo

13/01/2022 21h40Atualizada em 13/01/2022 22h09

Relator da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) defendeu hoje a abertura de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a atuação do governo federal no combate à pandemia nos últimos meses. Desde o fim da primeira CPI, segundo Calheiros, o presidente Jair Bolsonaro (PL) "voltou a delinquir" e, por isso, deve ser investigado novamente.

Palavra pouco usual, delinquir significa, segundo o dicionário Houaiss, cometer delito ou falta grave.

O relatório da CPI da Covid, encerrada em outubro de 2021, atribuiu a Bolsonaro dez crimes, incluindo comuns e de responsabilidade.

"Cada dia fica mais evidente a urgência de nova investigação sobre a cadeia de episódios suspeitos dos últimos dois meses. Desde o fim de outubro, Bolsonaro perdeu o medo de atacar a vacina, sentiu-se livre e voltou a delinquir. Ele só entende uma linguagem: CPI. É hora de agir", publicou o senador em uma rede social.

Nesta semana, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid, já havia anunciado que protocolou requerimento para criação de uma nova comissão de investigação. A segunda CPI, de acordo com Randolfe, teria como focos:

  • atraso e insuficiência na vacinação infantil;
  • insuficiência no fornecimento de doses de reforço em 2022;
  • ataques de Bolsonaro à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e à vacinação de adultos e crianças;
  • insuficiência de testes de covid-19;
  • apagão de dados do Ministério da Saúde e suas consequências para o monitoramento da evolução da pandemia.

Ontem, em entrevista ao UOL News, Randolfe argumentou que a abertura de uma nova CPI é uma forma jurídica de se combater "criminosos" por meio da investigação e, posteriormente, penalizar os responsáveis. (Assista abaixo)

"Hoje, o presidente da República cometeu mais um crime pela manhã. Alguém tem notícia se foi instaurado algum procedimento da parte do Ministério Público Federal [MPF], se o procurador-geral da República instaurou um procedimento para investigar a prática delitiva continuada e ocorrida no dia de hoje? É mais uma de uma série que vem desde dezembro do ano passado", disse o senador.

Nós, parlamentares, vamos ficar de braços cruzados? A gente tem que fazer alguma coisa. A constituinte nos deu um instrumento para isso. Eu sei que pode ser chato, que alguns podem dizer que 'a primeira CPI não teve consequências', mas contra criminoso só tem um remédio diante da ordem jurídica: investigação do crime.
Randolfe Rodrigues, ao UOL News

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