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PSB diz que quer apoiar Lula, mas critica PT por 'visão exclusivista'

Carlos Siqueira pede que os petistas escolham entre governos estaduais e Presidência - Humberto Pradera: Divulgação
Carlos Siqueira pede que os petistas escolham entre governos estaduais e Presidência Imagem: Humberto Pradera: Divulgação

Colaboração para o UOL

18/01/2022 12h03Atualizada em 18/01/2022 13h00

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, criticou, em entrevista ao jornal Correio Braziliense publicada hoje, o que chamou de "visão exclusivista" do PT. O pessebista diz querer apoiar Lula na disputa pela Presidência, mas pede que os petistas definam uma prioridade.

"Uma visão exclusivista. Não diria hegemônica, porque é natural de quem tem a maioria, mas exclusivista, e que é uma visão que precisa ser superada. Não só para unir a esquerda, mas para ampliar o centro."

Para Siqueira, o PT precisa escolher direcionar esforços para a disputa por governos estaduais ou para a presidência da República.

Nós estamos dispostos a colaborar com a eleição de Lula, mas também queremos que o PT esteja disposto a colaborar com as nossas candidaturas. Porque, afinal de contas, serão elas todas palanques do presidente Lula por todo o país.
Carlos Siqueira, presidente do PSB, em entrevista ao Correio Braziliense

Disputas entre os partidos

Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo mostra que as federações partidárias —aliança entre siglas para permanecerem unidas durante quatro anos— enfrentam dificuldades. Um dos casos principais é justamente entre PSB e PT.

Os partidos discutem quem terá o direito de indicar o candidato ao governo de São Paulo, de Pernambuco e de mais quatro Estados. As discordâncias também acontecem em outros grupos que querem se aliar, como PSDB e Cidadania, e até entre membros do mesmo partido, caso do PV.

Ao Correio Braziliense, Carlos Siqueira diz que Márcio França só não será candidato ao governo de São Paulo pelo PSB se não quiser.

"Essas decisões têm implicações sobre as da federação. Elas não são separadas, porque, se você faz a federação, ela só pode ter um candidato por estado. Funciona como se fosse um partido. Então, na medida que houver decisões que conflitem demasiado com o PSB, isso vai dificultando a possibilidade de a federação se concretizar."

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