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Governo deverá explicar ao Senado gastos de Bolsonaro no cartão corporativo

9.dez.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (PL), durante evento no Palácio do Planalto - Adriano Machado/Reuters
9.dez.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (PL), durante evento no Palácio do Planalto Imagem: Adriano Machado/Reuters

Do UOL, em São Paulo

22/02/2022 16h32

A CTFC (Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle) do Senado aprovou hoje o requerimento do senador Fabiano Contarato (PT) para que os gastos de Jair Bolsonaro (PL) e funcionários da Presidência nos chamados cartões corporativos sejam esclarecidos.

Portanto, a Secretaria-Geral da Presidência da República deverá fornecer informações detalhadas sobre as compras realizadas entre 2019 e 2021, precisando especificar ainda o nome e CPF do responsável pelo gasto, nome e CPF de quem foi favorecido e o valor pago.

Uma reportagem do jornal O Globo, publicada no mês passado, mostrou que Bolsonaro utilizou R$ 29,6 milhões em cartões corporativos até dezembro de 2021.

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"Apesar destes elevados gastos, não há qualquer transparência ou accountability sobre a destinação, a economicidade ou a eficiência das compras realizadas pelos seus portadores. No exercício de sua competência fiscalizatória, cabe ao Congresso Nacional analisar a finalidade os gastos milionários realizados com CPGFs [Cartões de Pagamento do Governo Federal] pela Presidência da República", escreveu Contarato.

No início de fevereiro, Bolsonaro minimizou as críticas que vinha sofrendo e disse a apoiadores: "Meu gasto é grande, sim". Em seguida, o presidente acrescentou que uma viagem de dois dias que faria ao Nordeste custaria, pelo menos, R$ 300 mil.

"Quase tudo aqui é financiado com o cartão corporativo. Eu posso ir ao Nordeste com dois seguranças? Não, tem que ir 50", falou e emendou que precisa arcar com os custos de combustível, alimentação e hospedagem de sua comissão em viagens.

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